quarta-feira, 22 de abril de 2020

A Idade da Arrogância

Parafraseando Wittgenstein, talvez o distorcendo, só "existe" aquilo que podemos dar um nome. O meu nome já existe, mas o que eu era já se foi, então lembrando Cioran eu diria que sim, lágrimas não queimam exceto em solidão.

Eu queria morrer como Céline quis, morrer na música, mandando ao inferno a prosa e a razão, porém, assim como Stirner, vivo querendo argumentar para míopes que enxergam realidade em borrões, lucidez em submissão, Narciso em Dionísio.