sábado, 7 de julho de 2018

Göttin der Dunkelheit

Após silenciosa e monótona estação,
A tua exuberância brotou virulenta,
Erupcionou a carne com o teu odor nauseabundo
E cores preocupantes em teu líquido viscoso.

Não podes me enganar,
Eu sei quem és:
Tu és a morte dançando em trevas divagantes neste ar aprisionado;
És a deidade do último toque,
Da derradeira sensação,
Da cantiga átona que jamais ouvirei...

Obumbra-me, amor meu,
Calha-me desta dor lancinante antes de tocar o meu corpo,
Apodrece o meu peito com o teu passo insinuante
E faz de mim o teu escravo -
Curado por ser teu hospedeiro.

Não podes me falhar,
Eu sei do que és capaz:
Nunca foste a debilidade do ser que aniquilas;
És a Deusa da Morte,
O último grito,
A asquerosa liberdade do enfim renunciado.