quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Queira

Eu quero decepar as tetas
E afogar os filhotes que não desmamam há mais de vinte anos.
Eu não quero me copiar,
Eu não quero me seduzir.
Eu quero estuprar a lei que me põe no centro de coisa nenhuma,
Arrancar os seus olhos cegos e esfolá-la sem compromisso.
Eu não quero me impressionar
Sobre o esteio que me criou.
Eu quero uma chupada doce dos lábios delgados de Vixe Maria;
A estrutura para um Deus qualquer
Além da fronteira para a coesão.
Eu não quero um respeito fútil,
Pois só vivemos quando somos fúteis.