sábado, 13 de setembro de 2008

Quintessência

Quem se presta?
Eu me presto a ser o que não te importa mais,
Pois o que interessa não tem pressa;
Ontem estivemos perto da obscuridade que se arrasta desde o nascimento.

Quem te guarda?
Até então, um colecionador teu, eu mesmo;
Todas as tuas dores escondidas em meu coração de brinquedo,
Esperando conjugações e refinamentos,
Ódio apaixonado e acalento hipócrita.

Deus, meu deus criança
- Novidade para a tua criatura -,
A minha alma parte ao meio e é nada,
Os meus sentidos te pertencem, mas não bastam para entendê-lo.