domingo, 7 de setembro de 2008

Iara

Expulso da minha própria vida,
Refugo dum pragma aflitivo,
Alceei a minha tarrafa, mesmo sem fome,
E a perdi, partida, quando tocou o fundo do rio.

- Como pode partir-se assim o trançado do meu avô? -
Pensei.
- É Iara! -
Vi-a por um segundo antes que a minha visão escurecesse.
- Era Iara! -
Entendi por que é lenda quando não precisei mais enxergar.