sábado, 9 de novembro de 2013

Balada do Progressista

Há pouco de mim aqui, restaram só ilusões:
Ideologias castas, poeira e nações...
Quem dera eu pudesse ver o que eu assumo em mim
Debaixo de minha mentira por suposto fim
De amar a tudo exceto aquilo que eu sou.

Há restos de mim, assim espero os demais;
Tortuosamente creio em imposições banais.
Aceito o inimigo e o ódio impostos a mim
Calando o que sou em nome dum divino fim
De amar a tudo aprisionado em rendição.