sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Da Moral e dos Bons Costumes

Coitado do General preso à ditadura da pobreza,
Do nascituro-povo embalado à falsa paz pela vilã,
Da torcida organizada pelo gol e pela paulada,
Da multidão suada à rebelião por nada,
Da embriaguez pelos gritos primais.

Coitado do General encarcerado na mentira
De um tecido bordado a tremular
Por divisórias invisíveis
E condições impossíveis
Pra isso que se mata unido,
Que persiste não crendo,
Que existe não sendo.

Coitado do General e sua tropa de farrapos.