quarta-feira, 10 de outubro de 2012

512: Aristeu 25, 12-15

Onde habitaria o demoníaco senão na consciência alternativa, no universo de arquitetura humana para que sejamos submergidos a cada geração até que a derradeira não possua a opção do abandono, da vivência na consciência divina, lúcida, independente dos tentáculos de um poder mundano?

Eis que a criatura ousa assumir-se criatura de si própria, enganando-se da propriedade desta transformação que lhe é sussurrada em sonhos pelo inimigo, aquele que anseia aniquilar a obra divina fingindo não envergar o jaleco de general.

O homem criou o sonho permanente e o inimigo já sabia, era o seu plano.

A geração do homem que não pode acordar, aquela que gerações anteriores se sentiam seduzidas em ser, é a personificação do mal a atrair os homens de bem para a consciência do sono, a indução para o mal envolto em vícios que fazem do despertar um fardo.