sábado, 7 de julho de 2012

Conto abençoado de abril

As novelas poderiam acabar
E Xuxa deveria ser vilã
Impondo um semblante inesperado
Ao som quase ausente de um fado
Em dias que podemos aguardar
Nas mãos de uma verdade ainda anã
Por este um tanto vil contorcionismo
Em prosa angustiante com um abismo
Sobre Deus desejando desistir
Das mãos inexpressivas de seus pais
Supondo que este filho anda inútil
Aos sonhos desta breve guerra fútil
De quem ainda pensa em existir
No segundo que seriam dias normais
À placidez sinistra de um ardil
Conto abençoado de abril.