domingo, 29 de julho de 2012

Pré-Entropia

Aquela mulher é como mentir e crer
Cruel feito criança,
Feliz na ignorância de entender maior o que é só primeiro,
Abraço derradeiro de uma porção qualquer.

domingo, 22 de julho de 2012

Após o Bum

Acordei sem aviso e implorei por ignorância
Agoniado com as minhas respostas aos berros
Que não pude
Às visões reais
Que imaginei.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cheia de Graça

Sou frígida que dói;
Romantizo o futuro
Por não ver futuro
Em gozar no escuro desta solidão
Em que inventei calor
Pra que pareça puro
O meu engodo nulo
Que deixa o mundo fulo sem qualquer razão.

domingo, 15 de julho de 2012

Vinheta do Cachorro Morto

Pobre João;
Passou bem a vida inteira
E vai morrer como ladrão!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Esquartejamento do Princípio

Não pensou em varrer dali
Nem pensou em fugir,
Pois toda criança é super-homem até que a ensinem a ser medíocre.

sábado, 7 de julho de 2012

Conto abençoado de abril

As novelas poderiam acabar
E Xuxa deveria ser vilã
Impondo um semblante inesperado
Ao som quase ausente de um fado
Em dias que podemos aguardar
Nas mãos de uma verdade ainda anã
Por este um tanto vil contorcionismo
Em prosa angustiante com um abismo
Sobre Deus desejando desistir
Das mãos inexpressivas de seus pais
Supondo que este filho anda inútil
Aos sonhos desta breve guerra fútil
De quem ainda pensa em existir
No segundo que seriam dias normais
À placidez sinistra de um ardil
Conto abençoado de abril.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

דקליים

Pétala serenada sobre a Itabuna deserta de vergonha pela fome do mundo por ter teus olhos negros sobre a esqualidez de si extasiado à tua juventude e furor insaciável desenhando a virtude onde só vemos restos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

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