quinta-feira, 28 de junho de 2012

Assim Jaz a Fome

O egoísmo em desejar-se intransponível não foi da vergonha em ser passo,
Mas bem que poderia;
Um degrau da escadaria a ver-se só por qualquer lado do infinito que mirasse
Com o seu raciocínio de abelha a ignorar o falso vácuo que o fragmentará
Sem continuidade.

sábado, 23 de junho de 2012

O meu enredo

Por que me importa o suicídio na escravidão high-tech
Se me adoça a boca o seu açúcar virtual
Compactado em sua rotina adoecedora?

Sim, adoça-me a doçura da pasta rica em pó de cacau
E tráfico de infantos negros apagados da história,
Acalmam-me os calçados,
As camisas,
A bola rumo ao gol,
Os fogos de artifício!

A morte sem luxo para vender ilumina os meus espelhos,
Mas o luxo com morte a esconder que excita o meu enredo.

Suposição

O primeiro passo,
A côrte baseada em desvendar a nudez da beleza exótica,
Desapareceu ante o espanto de não haver final
Feito os finais de outrora aos mesmos meios...
Não houve prêmio,
Teria aquela imagem a desfigurar a vida por saudade.

A separação,
Induzida pela virtude artificial que maculou os seus instintos,
Fê-lo cárcere da suposição de ser livre.

A Cobra e a Maçã


Antes de adquirir qualquer tablet ou smartphone, não se renda à cegueira de certos indivíduos embriagados pelo canto da sereia, não patrocine a escravidão humana sem saber; pesquise.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Κασσάνδρα

Sai do seu útero e vê que estamos mortos desde ontem;
Já faz 30 anos que nos repetimos assim,
Em adolescências ruins
E maturidades precoces.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Monopólios, Ditaduras e Hipocrisia

domingo, 17 de junho de 2012

Еу те пего

Беин ке кис а фоме еxпоста пор енгано,
Транслитерада нум кохдисе бринкалиаум
А енфеитар о темпо цом о дестино сиументо дас нассоенс,
Мас наум ера фоме,
Наум,
Секер дезейо,
Апенас фаута.

sábado, 16 de junho de 2012

Anarquismos I

Quando ela supôs a dissolução das esferas estaduais convertendo poder de Estado constituído a cada um dos mais de cinco mil e quinhentos municípios unidos numa federação com Constituição enxuta, voto direto dos vereadores na legislatura federal e moeda única, meus olhos brilharam; descentralizações de poder e anarquismos me seduzem.

Interpretação de impulsos macrocósmicos

Não há a obra,
Só mais um acidente
Espetacular ante o que cremos ser;
Não há sequer o erro.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

...

domingo, 10 de junho de 2012

Deus perde a face humana

O que fazer agora que, com a recente explosão de novos indivíduos produzida pela evolução assistida, 2 neoespécies de hominídios e 3 neoespécies de sáurios competem pela regulação de sua identidade e responsabilidade legal? A humanidade, assustada, receia perder o controle diante de tais direitos e deveres concedidos enquanto nações ausentes do processo de evolução assistida os chamam de alienígenas como se não fosse o próprio planeta pai da gênese destes indivíduos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Treated like a bitch

Se fazes do apenas dançar seminua uma corrupção consentida do universo alternativo,
Uma permissão implorada pelos seus fragmentos sonâmbulos,
Esta aparência dalguém doutrora em outra raça e outra era só me trouxe um falso vácuo
Onde flutua a morte deste infinito,
Onde o teu reflexo não canta por dependência ancorada no que ama.

Se te pões quieta,
Declarando mentiras discretas,
Faz-te assim como és;
Sobrevivente.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Guia para amantes do assassinato em série

Dos Elementos

A humanidade é obviamente interpretada e tecida por regras instanciadas em cosmos interdependentes, das instituições mínimas de uma família à composição macro dos Estados de direito, arranjada em interjogos para a manutenção do jogo visto único por cada indivíduo. O homo ludens, em sua competitividade desenfreada, ajoelha-se impávido perante o coletivo que pretende dominar assim que a trapaça de outrem perante o jogo o põe em risco, este clama aos dispositivos morais e éticos embargado em emoção como o covarde que é em aceitar o uso e o abuso de terceiros que o favoreçam na regra, que o valorizem no seu caminho de vitória.

Eis que então insiramos a figura do indivíduo considerado patológico por tal jogo pelo fato de não manter vínculos ilógicos para a coesão desta trama que se convencionou liberdade, um elemento capaz de transformar ou adulterar completamente a ordem pondo em risco a idoneidade dos sistemas que a estabilizam; o amante do assassinato em série.

Do Motivo

Seguindo a natureza cruel do homo ludens, encontrará o excitamento na profanação daquilo impedido pelos tentáculos de Leviatã (o arquétipo da ética humana e seu absolutismo vil) deflorado com a carnificina zelosa do fragmento de sua representação medíocre, o indivíduo padrão e aleatoriamente escolhido neste mesmo grupo de padrão social; eis o orgasmo dos deuses, o Deus da humanidade (o lúdico impenetrável) violentado cego numa contundência acaçapante!

Da Seleção

Assim que selecionado o grupo a representar a mediocridade daquilo que vivencia, promova a alvo o indivíduo que lhe impulsione desafio perante a rotina previsível do mesmo grupo, ademais, encontrará prazer no detalhamento desta rotina. Acompanhe, esmiúce, detalhe cada horário e referência à regra do calendário e jamais se relacione ao alvo em relação aos demais indivíduos; anuncie-se ao mesmo antes da ação se assim decidir fazer parte do seu jogo, mas evite caso não deseje ser passageiro da aleatoriedade. Manter-se no controle é fundamental; saber quando, onde, como e quanto tempo terá para agir que determinará um grande percentual de seu sucesso.

Dos Preparativos

As ferramentas de execução se relacionam diretamente com a sua assinatura, mas podem ser a sua ruína: decida por algo que lhe agrade, porém que não lhe pertença no universo do jogo que deseja destruir; esteja preparado para remover qualquer cápsula, projétil ou objeto composto de fibras têxteis que não fizerem parte da sua assinatura.  Prepare uma maleta para as suas ferramentas. Não haja machucado ou cicatrizando qualquer corte com sangue coagulado. Remova pelos, cabelos, cílios e todo o excedente de pele com um bom banho de sabão e bucha vegetal virgem seguido de uma esterilização a álcool 2 horas antes da execução. Vista-se com roupas novas de tecido absorvente por dentro e de tecido impermeável por fora. Use luvas, meias e coturnos novos. Lembre-se que tudo utilizado e não pertencente à cena final deve ser incinerado, fundido e/ou descartado fora do alcance de pessoas previamente definido.

Do Ritual

A tranquilidade de um bom templo é o sinal de um ritual perfeito, pré-escolha-o. Após a primeira vez, não sentirá tanto prazer, o seu corpo se acostuma, portanto, se almeja o prazer de desafiar o mundo matando alguém no anonimato, o prazer do próximo ritual será equilibrado por reconhecerem a sua marca no cadáver, o seu estilo preciso, a sua assinatura; a dificuldade aumentada perante o seu estilo causará a mesma recompensa ou até uma nova. Se escolheu o momento certo, terá o tempo que deseja para regozijar-se com o fim de um organismo que nada representa para o universo, mas para o jogo é inviolável.

domingo, 3 de junho de 2012

Don't tread on me

- Já basta! - exclamou. - Precisamos de outro cálice, um que mova as massas sem que notem, embutido em seu cotidiano numa facilidade antes inconcebível; esclarecedora e coerciva, a revelação. Chega de um rei farsante, abandonador da própria prole, estigmatizador do próprio povo que jaz ante a própria saliva gasta por defendê-lo... Chega da paz para o mantenimento da morte oclusa aos interiores de nós mesmos, permissiva aos brados de vitória da massa hipnotizada por um sonho coletivo de superioridade que só demonstra a nossa estupidez.