sexta-feira, 25 de maio de 2012

Marcha Alegre

Eu não quero estar perto por pavor de estar correto
À paixão que eu criei pra condenar
Esta vida quase torta, mas atenta à nossa prova
De não ter qualquer razão para amar
O impecável absurdo de ser mudo e analfabeto
Ante o pulso semicerrado do ódio contra a minha natureza,
Contra o meu pudor de lutar contra a minha dança,
O meu ímpeto hedonista amaldiçoado pelo superego e fadas,
Estereótipos e urros abissais.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Colmeias Além

O que importará, afinal,
Se aqui já não basta,
Se o desejo é escapar pra depois desta queda imortal?

Onde fica este abismo sem fim,
Solto duma fé gasta,
Vivo a ludibriar por um repetitivo estopim?

domingo, 20 de maio de 2012

Ódio por Elisabeth Marie

- Sabe, eu odeio a Marge Simpson.

- Por que?

- Ah, ela é uma dona de casa típica do século XX sem pretensões individuais e nenhuma profundidade nos enredos do desenho animado; servil e fiel a um coroa gordo e vagabundo.

- Ah, eu odeio a Lisa.

- A Lisa?! Sente ódio do extremismo intolerante de opinião pseudo-científica?

- Não, sinto ódio de não ser tão nerd quanto aquela filha da puta quando eu tinha 8 anos.

- Verdade, isso também dá ódio.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Anti-Herói

Se quem pode perder a paz nesta latência torta dos olhares
Conduz-se ao êxodo na rotina deste mantenimento amoral,
O que esperar de todos se somos um tão separados,
Marginais quase amados apenas por vomitar populismo?

terça-feira, 1 de maio de 2012

A Condessa


Natural que seja deusa obumbrada pela alegoria do pai poeta,
Mas tão ou mais importante
Em seu refinamento elegante a perceber o simples
Onde o homem não habita pela primitividade.