sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dependência Passiva

Enquanto o tolo diz que a barbárie é infundada diante da democracia, como entendemos o fundamento da própria democracia, da representação hipócrita de um cidadão contemporâneo que se autorrepresenta nesta civilização com extremos encurtados por silício e fibra ótica? Algum algoz corrupto a inflamá-lo em nome de um nacionalismo medieval, quase religioso, pode representar o seu desejo genuíno?

Diante deste cerco fechado e de clamores obesos por um pacifismo estúpido, distante da barbárie de existir, calhado da mesma cor que centenas de culturas omissas - mamantes numa mãe prostituta - pela independência compartilham, fingimos que somos iguais a julgar maldade a libertação.