quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sou puta

Como se o seu ímpeto em ser desejada através da meticulosamente embaçada sensualidade angular de plástico supusesse pureza diante do meu corpo deitado inteiro a simular abrasividade tupiniquim, desejou asfixiar a empáfia que os seus olhos gritavam odiosos a acusar-me quando passei. Sou puta, simples assim, nomeada assim do fantasiado pagante idiota a iludir-se acerca da posse ao salivante fazedor de caretas que, por acaso, também é o porteiro do meu prédio. Sou puta, ouvidos para o fragilizado mundo masculino, carpinteira do atraso e óleo de linhaça para os pigmentos vitais... sem diário de princesa, só a de rainha da noite.