domingo, 29 de janeiro de 2012

Λύκος

Não tarda e esta quimera nos aliviará o zelo acerca das formas ideais,
A arrogância diante da posse inconfundível
E o fardo por esta solidão.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Saudade da Ignorância

Este calo de carne podre que denuncia o tempo
Iludirá a todos feito a bailarina que jamais fez parte de um sonho
E julgará o mal com esta morte estampada na cara,
Mas não se aperreie,
Não nos imponha o peso de uma pretensa mácula
A tentar revigorar uma teia que mais nada liga;
Conduza sem a carga do seu crime.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Don't freak out (Hipster)

Parafraseava o louco por crê-lo infame
E isso lhe parecia bom,
Transparecia-lhe raro e pleno da agressão
Que merecia o mundo por ignorar-lhe.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Convocação

Cavalo capturado,
Cavalo dado e sem dentes
Para um pilar rachado:
Onde está a livre associação?

Se o meu chapéu foi preto feito o breu,
Anda cinza por desgosto.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cruzeiro

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Kernel 3.2 no Arch

Como sempre na frente, hoje houve a atualização para o Kernel 3.2.1 no Archlinux e, juntamente com a atualização de antes de ontem para o Pacman 4, posso dizer que o sistema está magnífico. A dificuldade que eu tinha no KMC com os drivers proprietários da NVIDIA já havia desaparecido no Kernel 3.1.9, mas agora está bastante estável, não gerando conflitos com o X11 logo após o Plymouth.

Sanctum Sanctorum

Dos nossos óculos rachados um novo universo pelo delírio de grandeza,
Além da física a engenharia do absurdo pela essência do belo
Para a fração do todo que somos,
A liberdade da distorção lida.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Humo

Iludida pelo ódio que sentia do lugar-
Contido pela própria apatia de viver,
Sentia o odor do humo sufocante a roubar-lhe o equilíbrio;
Criação perfeita para a fuga de si.

Fluminense

Fluminense

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ela


Ela não dorme nem chora,
Não se rende à hora que minto por sua bravura gentil.
Ela se afoga nadando
Na placidez resfriada de não existir um sentido elegante
Que rouba o seu ímpeto farto
De persistir vasculhando uma imensidão sem cor.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Pão e Circo

As deusas ainda estão na mesma cidade
E já não são mais deusas,
Não transpiram magia,
Arrotam a ironia de estarem na gruta
Esguichando hormônios e criando deuses
Com nomes de fases que suspeitam eternas,
Mas discretamente seguem o início da exponencial para a morte.

As deusas são imbecis
Como você e eu
Vendendo mentira por um pedaço de pão e meia hora de circo.

LOL

sábado, 14 de janeiro de 2012

Estímulo

Fui por silêncio
Filha da morte,
Por exclusão
Inteligência.
Calei princípios,
Curei verdades
E fui sincera por me iludir até não sobrar nada de mim.

Dei provisão
Ao desperdício,
Contentamento
Ao irremediável
E fiz o meu corpo
À dobra crua que atraiu a minha atribulação.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Plasma Desktop

KDE Logo (Icon Version)

Sobrevivente

Da deformidade deste ainda deprimido neo-Quasímodo,
Vítima do imbecil pela riqueza do cobre em seu sangue-
A ironia do azul no rechaço popular,
Viu-se pontuada a continuação;
Não era aberração,
Apenas sobrevivente.

KDE Logo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Azul

A paz

Fingindo que a terra jazia fria ante a trepidação à ânsia dos deuses por fibras vibracionais ante o peso de estarmos vivos, dali que o nosso irmão negou a morte descrita na aparência homogênea para a nossa ignorância. Só precisamos de combustível para a nossa paz - pensávamos - mesmo que paz apenas para a nossa fazenda.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

As Minas de Ares

Para presentear a mulher com os fragmentos de sua totalidade passada,
Tornei-me cobiça a buscar o brilho no veio de quartzo da vermelhidão,
Esmagado na histórica quentura desta aridez inóspita que só os meus tentáculos de aço alcançam
E se pagam por pensarem sozinhos
Para que eu me extingua.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Teste - 32 frames

Gostei do blur e da distorção focal.

Blender 2.61


Fui burro; fiquei postergando o aprendizado do Blender, valorizando os recursos de criação do Pov Ray, e não entendi o que este software pode fazer. Além da vasta possibilidade de recursos de dinâmica física pra animação, incluindo vento, magnetismo e gravidade, é bem mais simples do que a interface me passava. Não vou abandonar o Pov Ray, pois acredito que em relação a recursos óticos ainda é muito superior, mas o Blender ganhou um espaço no meu tempo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Goa 8 bits

Eu digo e ela não acredita...

Valeu a risada

Se é que acompanha a luz curvar-se antes deste feto
Ou se este feto não traz a dúvida ao seu pranto cognoscível,
Não interessa se ficamos a dois mil e quatrocentos anos atrás
Dispensando filtros de pessoas iguais ao seu ídolo misticista;
Fluiu feito rio,
Valeu a risada.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A quentura da calçada

Estou além da voz que despenca deste infarto a chamar a multidão
Pela morbidez da cena a impulsionar o riso na fragilidade transparente
De todos nós,
Estou feliz por ser plateia e não algoz do reconhecimento da pobreza
Que se estica ali na quentura da calçada.

- Is anybody hearing? - pergunto-me
Descalço a queimar as solas dos pés sem qualquer dor,
Mas não,
Matei todos sem querer.

Estrias

sábado, 7 de janeiro de 2012

Reactor

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Rascunho

O Brasil não precisa de Brasília

Brasília é um problema para qualquer brasileiro que não vive no plano piloto, uma ideia de unicidade patriarcal que torna a lei um xarope homogêneo e intragável aos diversos paladares de cada quilometro quadrado desta pátria sem nacionalidade aparente. O pior da Bahia está lá, ademais, o pior de cada Estado a comungar fins impropérios para a virtude de quem insiste em acreditar nesta esfera rachada e remendada a uma abominável massa disforme e embaçada. O Brasil não precisa de Brasília, o Brasil nem precisa de um Brasil.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Passo 1: a diferença

Masturbação de Pixels

Cansei disso, prepara-te pro x1 de verdade.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sou puta

Como se o seu ímpeto em ser desejada através da meticulosamente embaçada sensualidade angular de plástico supusesse pureza diante do meu corpo deitado inteiro a simular abrasividade tupiniquim, desejou asfixiar a empáfia que os seus olhos gritavam odiosos a acusar-me quando passei. Sou puta, simples assim, nomeada assim do fantasiado pagante idiota a iludir-se acerca da posse ao salivante fazedor de caretas que, por acaso, também é o porteiro do meu prédio. Sou puta, ouvidos para o fragilizado mundo masculino, carpinteira do atraso e óleo de linhaça para os pigmentos vitais... sem diário de princesa, só a de rainha da noite.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Da sala de espera ao saguão

Carne dominada, uma presa abatida, foi assim que imaginei a minha irmã quando ouvi Janice tentar me agredir dizendo que o negócio dela era um boa buceta. Passiva como sempre foi, opor-me à sua namorada não me faria vencer aquela discussão que nem me lembro por qual motivo entrei e me traria um desconforto com Amanda, ademais, tão velhas desde quando troquei de cidade, as cicatrizes serviram de segunda pele além do mundo que as causara. Pouco desafiado por um ódio a morrer afogado nas dores reais de um corpo em decadência, calei-me, virei as costas e parti dali a pensar na hora do próximo comprimido de cilostazol enquanto a minha perna enegrecida implorava por um repouso posta à altura de um bom amparo com almofada.

Kuala Lumpur não é muito interessante durante o ano novo, a colônia chinesa em grande parte viaja para a opulência de Hong Kong e os turistas que frequentam a região preferem gastar o tempo na bagunça cultural ou na prostituição barata de Bangkok, mas eu prefiro ficar aqui mesmo, feito uma pedra sendo golpeada até arredondar, às vezes sozinho e outras, como neste verão, recebendo visitas que só aumentam o custo da minha estadia errônea num país que odeio. Saindo do elevador foi bem isso que vi, um saguão vazio que em períodos comerciais vive lotado de pessoas de todo o mundo, ou, no mínimo, de todas as cores, mas, no momento, apenas locais e eu, um acompanhante arrependido para a consulta da cunhada no oftalmologista.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Do tesão por ficções

Coube ao marchar compassado sobre a lama a reconfiguração
Da jaula de acontecimentos do algoz do vassalo
- Nós cumpridos por nós mesmos -
Ornado com cuidado para a tez de vigarista.