sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Da Moral e dos Bons Costumes

Coitado do General preso à ditadura da pobreza,
Do nascituro-povo embalado à falsa paz pela vilã,
Da torcida organizada pelo gol e pela paulada,
Da multidão suada à rebelião por nada,
Da embriaguez pelos gritos primais.

Coitado do General encarcerado na mentira
De um tecido bordado a tremular
Por divisórias invisíveis
E condições impossíveis
Pra isso que se mata unido,
Que persiste não crendo,
Que existe não sendo.

Coitado do General e sua tropa de farrapos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Estética: todos por um

Se um dia quis viver a suposta lógica do conto de fadas,
A metafísica do universo especulado aos ferros,
Pragmaticamente etiquetado em brumas efêmeras
Pelos covardes aos tolos,
Não se queixe deste golpe,
É só um golpe no vazio.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Fantôme

Se um dia cedi a espectadores vendendo-me o tempo,
Esta experiência de quem - da constituição obumbrada - afoga-se,
Foi de medo das vozes que chamei de vozes por não ter ideia se isto era mesmo sentido
Mesmo pronto a convergir-se amoral e sem falha
Num destino proposto tortuoso a enganar-me estreito em sua descrição,
Pois sequer aproveitei o próprio tempo,
Calha-me vago em sua emulação.

sábado, 10 de novembro de 2012

Маша и Медведь

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fronteiras

terça-feira, 23 de outubro de 2012

S-512B "Libélula"

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Estação Proxima Centauri

Spacebug

Ponte Terra-Encélado

Sala de Reposições

domingo, 21 de outubro de 2012

Real Russia :D

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Kugelblitz Ignition

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

512: Andreas Wo encontra Famet Suri

- Senadora Famet?

- Como fez?

- Não entendi... Como fiz o que?

- Transcrição de projeções de consciência.

- Então já sabe?

- Eu sei de muita coisa.

- Então me admira você não saber como fiz, nenhum 78 usa uma chave de 16 yottaqubytes para projetar comunicação. Esperava encontrar um 51 menos estúpido para o seu plano?

- Eu queria a chance de ser como você, Oficial Wo; apesar de poder ler tudo o que sente, algo me diz que a experiência de possuir sentidos rasos, presos à ilusão de tempo, torna a experiência singular.

- E quem disse que para você não há tempo?

- É sobre isso que está aqui?

- Sabe muito bem que não é para falar sobre tempo que eu estou aqui,

- Claro que é sobre o tempo, sim, sobre transcender ao tempo.

- Cuidado, Senadora, posso considerar isso como suborno.

- Não creio que seja suborno, talvez seja o que a sua geração chama de previsão.

- Prevê que eu compactue com um genocídio para que eu seja supostamente salvo?

- O genocídio é inevitável, eu só lhe dei uma opção.

- A opção de ser um trabalhador braçal para cérebros congelados? Quem garantirá que vocês não serão esmagados assim que migrarem para um novo universo?

- Você, Comissário Wo.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

512: A Prova

[a3wo@78.gov ~]$ sudo ls /var/log/consciousness/trnscrpt/phys/j14navajo/f33suri
[sudo] senha para a3wo:
.89775287562.log
[a3wo@78.gov ~]$ sudo cd /var/log/consciousness/trnscrpt/phys/j14navajo/f33suri
[a3wo@78.gov f33suri]$ sudo nano .89775287562.log

#Transcrição automática [89775287562] de consciência.
#Transcrição 85,43% completa.

#Início da transcrição:

[j14navajo] Canal privado?

[f33suri] O que ainda é privado na consciência? Desculpe-me, eco subconsciente: sim, é privado.

[j14navajo] O colapso de órbitas está prestes a começar, muito sutil, mas temos menos tempo do que o previsto.

[f33suri] Quanto tempo?

[j14navajo] Temo que [... ruído ..] translação da esfera até que nada se sustente.

[f33suri] Menos de um ano-novo não é um prazo cabível para selecionar indivíduos. [... ruído ...] Vou [... ruído ...] e, se comprometermos a segunda população, a primeira estará a salvo e apta. [... ruído ...] Já produziram o estágio final?

[j14navajo] Por esse motivo precisei te contatar, não temos tempo hábil e nem energia para desenvolver um novo universo, precisaremos prosseguir em um dos três protótipos ativos no kugelblitz. [... ruído ...] Temos energia para 2 envios de 512 indivíduos ao planeta selecionado, mas é o melhor que nossa simulação pôde encontrar. Após o segundo envio, a esfera não se sustentará [... ruído ...] população atual congelará antes do colapso.

[f33suri] Seremos capazes de assumir consciência?

[j14navajo] Não se não tivermos gerações autoconscientes capazes de extrair recursos e produzir tecnologia no universo criado. Para isso, projetei a entrada para uma época mais tardia da Stellifera, pois assim evitamos a instabilidade inicial do sistema planetário apesar da concorrência com algumas formas de vida. [... ruído ...] Seremos inúteis sem isso, possivelmente assassinados por um ato tribal [... ruído ...] a indução precisa permanecer na transição para o universo filho.

[f33suri] Evitarei gerações inferiores a 50 pelo atual motivo social, esse fervor religioso não me parece condizente com a magnitude do projeto.

[j14navajo] Evite gerações superiores a 60 também, indivíduos que permanecem 15% ou menos do tempo de vida fora da consciência coletiva são inúteis. [...ruído ...] Serão 12 indivíduos de geração 78 [... ruído ...] demais pode determinar por indução na consciência coletiva; enviaremos 6 de nós em cada entrada.

[f33suri] Entendido. Além das induções que submeti, resta-me selecionar mais 200 indivíduos inferiores; o tempo não é o ideal mas farei o possível.

[j14navajo] Entendido. [... ruído ...] [... aparente desligamento ...]

# Fim da transcrição.

[a3wo@78.gov f33suri]$ sudo cp .89775287562.log /home/a3wo/prova.log

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

512: Aristeu 25, 12-15

Onde habitaria o demoníaco senão na consciência alternativa, no universo de arquitetura humana para que sejamos submergidos a cada geração até que a derradeira não possua a opção do abandono, da vivência na consciência divina, lúcida, independente dos tentáculos de um poder mundano?

Eis que a criatura ousa assumir-se criatura de si própria, enganando-se da propriedade desta transformação que lhe é sussurrada em sonhos pelo inimigo, aquele que anseia aniquilar a obra divina fingindo não envergar o jaleco de general.

O homem criou o sonho permanente e o inimigo já sabia, era o seu plano.

A geração do homem que não pode acordar, aquela que gerações anteriores se sentiam seduzidas em ser, é a personificação do mal a atrair os homens de bem para a consciência do sono, a indução para o mal envolto em vícios que fazem do despertar um fardo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

512: Ruptura

Quando a esfera começou a apresentar pequenos trincamentos em todo o casco e as pessoas passaram a adoecer, tentaram culpar os antigos, a equipe de projeto, mentindo sobre uma suposta falha de cálculo do diâmetro da esfera de Dyson em relação ao kugelblitz; o ódio nas acusações era tamanho que parecia esquecer esta década astronômica de sobrevida nos dada por aquelas pessoas, ademais, sequer existia função atingir indivíduos mortos havia mais de 50 gerações. Pouco tempo depois já sabíamos que se tratava do limite espacial, que tudo começaria a rasgar-se cada vez mais depressa até que nenhuma cadeia experimentada por nossa existência restasse: as órbitas dos corpos frios ao redor da esfera se distanciavam, a órbitas de suas luas também, tudo se comportava para o rompimento.

As religiões voltavam à tona, algumas delas extintas fazia tanto tempo que se misturavam a outras a partir da interpretação de quem pesquisava nos arquivos da consciência coletiva incessantemente por alguma resposta, quase todas religiões de antes dos saltos transumanos e todos os profetas a culpar a última geração transumana, a geração 78, como se assumissem que a natureza da mesma estava mais distante da suposta obra natural, a obra de Deus. Muitos remanescentes da geração 45, a mais antiga ainda viva, uma população de menos de mil indivíduos, assumiram-se profetas da religião de maior adesão, a Ruptura, que julgava o universo um corpo transitório criado por Deus para a seleção de indivíduos gentis e  distantes de vícios corpóreos, aqueles que presumidamente transcenderiam a um novo universo.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Palavra

Palavra
Articulada e silabada
Palavra
Desvinculada do que seja
Palavra
Estampida a priori pelos lábios
Vasculhado o céu da boca pela língua
E estalada feito arma de tortura
Palavra.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Autocrítica é para os fracos!

sábado, 22 de setembro de 2012

Da Dignidade

Não me oporia a tais refinamentos meta-ontológicos se partes de nós se degeneram deixando saudade de quem fomos assim que a comparação com qualquer animal dito inferior, estes que humilhamos para continuarmos vivos, retrata a discrepância entre a nossa dependência individual e a sua liberdade física, mesmo encarcerados em cubículos de abate.

Seria esta a dignidade que referes, a do corpo de tua mãe obesa a esfriar precocemente num caixão barato devido a pregressa dependência que tornou dos seus pulmões cachos de tumores a exalar um azedume insuportável pelas suas vias respiratórias? Fala-me o que é digno, recita-me, senão conceito  frágil para a manutenção duma humanidade travestida de pátria piolhenta a ser conservada sob o ônus da escravidão em valores variáveis.

Púbere é a compaixão.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Se Existe, É Matemático

Ancorado à falácia quasiforme de efeito,
Ululando bêbado a qualquer que seja a curiosidade,
Não sou eu
- Não sou alma -
Neste fragmento que me compreende,
Nesta probabilidade filtrada para o próprio delírio de grandeza.

Enjaulado à urgência de sentidos ruins,
Corrompendo a essência para a própria permanência,
Não sou eu
- Não sou vida -
Nesta minoridade dos meus,
Nesta condição de estreante sem tempo que caiba.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sistema Desgarrado


Composição: 2 planetas do tipo Selena quentes, 3 planetas do tipo Terra habitados, 1 planeta do tipo gigante gasoso com 5 luas do tipo Terra habitadas e 8 luas inóspitas variadas, 1 planeta do tipo netuniano com 2 luas do tipo Selena e 1 planeta do tipo netuniano congelado. Visão da quarta lua do gigante gasoso acelerada 3 mil vezes. Sistema fictício ultraperiférico do braço de Scutum-Crux da Via-Láctea 650 milhões de anos terrestres no futuro.

Ainda estou fazendo a esfera de Dyson do sistema vizinho no Blender.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sistema Desgarrado

domingo, 16 de setembro de 2012

ראש השנה

5773

Depois dessa, quase me converto! haha

All the world's major religions, with their emphasis on love, compassion, patience, tolerance, and forgiveness can and do promote inner values. But the reality of the world today is that grounding ethics in religion is no longer adequate. This is why I am increasingly convinced that the time has come to find a way of thinking about spirituality and ethics beyond religion altogether.

Dalai Lama

sábado, 15 de setembro de 2012

Io Agora

Verdandi

Como se eu ousasse esquecer a musa em teus olhos,
Superestimo a vida e os seus berçários exigentes
Para admitir-me covarde em nosso elogio à ignorância.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Decorou?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mendonça

A gente não sonha igual quando precisa,
Quando obriga a alma a buscar um tropeço amante no sonho,
Um soluço carente na farpa.

Não cria o passado do impulso perfeito,
Jazido no vazio da impossibilidade,
Calado ao estampido da manhã.

sábado, 1 de setembro de 2012

Isonomia Primata

Se nossa mãe segurasse a mão de nossa avó e assim por diante, em menos de quinhentos quilômetros algum humano estaria segurando a mão de um ancestral comum entre a espécie humana e os chimpanzés.

Richard Dawkins

A Hipótese de Medeia

Não te quero quase toda nua,
Pois estou tua enquanto me despes
Sem que te arranque o teu vestido de fogo e lágrimas
A permitir que eu durma enganada
Pela mentira que criei para conservar o teu segundo meu.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Abismo é o caralho!

Este abismo é sonolento,
É metafísica sobrevalorizada a partir de descompassos químicos,
É o sexo do animal escondido pelo próprio sexo,
É a resposta à impotência perante o sonho de ser livre.

Este abismo é só uma punheta mal tocada.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A verdadeira e quase desconhecida matriz do furdunço

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Morno e Confuso

E interrompia o andor
Rasgando a verdade
Do povo fazendo amor
De própria vontade.

Gritava com ódio o fim
Do que não cabia
Ao sonho do querubim
À luz da anistia
Pelos crimes de Deus, seu pai,
Castigando o remorso
Do homem que jamais faz
Por amar o imposto.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Bem assim! xD

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Amélia

Ó, imprecisão do tempo a cultivar soluços dos observadores assustados com tão delicada aparência, latente suave a inserir-se obumbrada entre a suposta realidade que me cega! Calha o meu peito com o seu sangue imerso em seu querer e ação agressiva dizimando as horas em fração de sentido, corrompendo a vida em suspiro esquecido!

Tributo

A maçante discussão entre keynesianos e neoclássicos sobre o que é justo realmente não trata de liberdade, não trata de indivíduos; são buscas fálicas pelo melhor resultado científico aos olhos daquilo que não se importa com ciência, sequer suspeita da arquitetura. Simples seria um percentual a escolher após o voto no líder: entre 0 e 50, o que ceder à coisa do povo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Bandeira da Bahia

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Bandeira do Brasil

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Antárctica

- E se a Antárctica tivesse uma bandeira?

- Acho que já tem.

- Não, não digo aquelas palhaçadas da ONU e de estrangeiros, falo de uma bandeira da Antárctica mesmo, criada por nativos.

- Mas na Antárctica não tem povo nativo, maluca!

- Tá, imaginemos que uma quimera de marsupiais com inteligência similar a humana, criada através de alteração genética, é manejada para a Antárctica depois de nenhum país os aceitar e lá fundam um país.

- Porra, Rubi, não força!

- Não, faz uma bandeira pra eles aí!

- Mas não são eles que iriam fazer a bandeira?

- São, mas faz de faz de conta!

- Espera... - 2 horas. - Pronto.



- Que caralho é esse?

- O céu e uma plataforma de gelo.

- Tá parecendo a bandeira da Argentina com pano faltando ou a bandeira da terrinha sem Sol nem arco-íris.

- Você pediu a bandeira de um país, não da Mocidade Independente.

domingo, 5 de agosto de 2012

Vidinha mais ou menos

Parafraseando Goethe, um mundo mais humanitário pode ser um grande hospital onde todos se sentem no direito de ser enfermeiros de todo mundo. Um temor concretizado do pensador, a nota de qualquer um pra vida de qualquer um nessa teia que perdeu a graça, portanto, às vezes penso que seria interessante a vitória de Hitler ou da União Soviética, qualquer coisa armada até os dentes pra que saibamos que ainda somos animais.

sábado, 4 de agosto de 2012

Velha novidade que o gigante não entendeu

O que importa é a info na veia
Sem o peso de escolhas perfeitas
E de ídolos narrativos.

O que conta é o stream no organismo
Sem "ismos" insistidos
Até a aceitação por cansaço.

Tudo dividido em seu canal,
É só pegar;
O meu controle é seu,
É seu o meu andar.

domingo, 29 de julho de 2012

Pré-Entropia

Aquela mulher é como mentir e crer
Cruel feito criança,
Feliz na ignorância de entender maior o que é só primeiro,
Abraço derradeiro de uma porção qualquer.

domingo, 22 de julho de 2012

Após o Bum

Acordei sem aviso e implorei por ignorância
Agoniado com as minhas respostas aos berros
Que não pude
Às visões reais
Que imaginei.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cheia de Graça

Sou frígida que dói;
Romantizo o futuro
Por não ver futuro
Em gozar no escuro desta solidão
Em que inventei calor
Pra que pareça puro
O meu engodo nulo
Que deixa o mundo fulo sem qualquer razão.

domingo, 15 de julho de 2012

Vinheta do Cachorro Morto

Pobre João;
Passou bem a vida inteira
E vai morrer como ladrão!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Esquartejamento do Princípio

Não pensou em varrer dali
Nem pensou em fugir,
Pois toda criança é super-homem até que a ensinem a ser medíocre.

sábado, 7 de julho de 2012

Conto abençoado de abril

As novelas poderiam acabar
E Xuxa deveria ser vilã
Impondo um semblante inesperado
Ao som quase ausente de um fado
Em dias que podemos aguardar
Nas mãos de uma verdade ainda anã
Por este um tanto vil contorcionismo
Em prosa angustiante com um abismo
Sobre Deus desejando desistir
Das mãos inexpressivas de seus pais
Supondo que este filho anda inútil
Aos sonhos desta breve guerra fútil
De quem ainda pensa em existir
No segundo que seriam dias normais
À placidez sinistra de um ardil
Conto abençoado de abril.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

דקליים

Pétala serenada sobre a Itabuna deserta de vergonha pela fome do mundo por ter teus olhos negros sobre a esqualidez de si extasiado à tua juventude e furor insaciável desenhando a virtude onde só vemos restos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Assim Jaz a Fome

O egoísmo em desejar-se intransponível não foi da vergonha em ser passo,
Mas bem que poderia;
Um degrau da escadaria a ver-se só por qualquer lado do infinito que mirasse
Com o seu raciocínio de abelha a ignorar o falso vácuo que o fragmentará
Sem continuidade.

sábado, 23 de junho de 2012

O meu enredo

Por que me importa o suicídio na escravidão high-tech
Se me adoça a boca o seu açúcar virtual
Compactado em sua rotina adoecedora?

Sim, adoça-me a doçura da pasta rica em pó de cacau
E tráfico de infantos negros apagados da história,
Acalmam-me os calçados,
As camisas,
A bola rumo ao gol,
Os fogos de artifício!

A morte sem luxo para vender ilumina os meus espelhos,
Mas o luxo com morte a esconder que excita o meu enredo.

Suposição

O primeiro passo,
A côrte baseada em desvendar a nudez da beleza exótica,
Desapareceu ante o espanto de não haver final
Feito os finais de outrora aos mesmos meios...
Não houve prêmio,
Teria aquela imagem a desfigurar a vida por saudade.

A separação,
Induzida pela virtude artificial que maculou os seus instintos,
Fê-lo cárcere da suposição de ser livre.

A Cobra e a Maçã


Antes de adquirir qualquer tablet ou smartphone, não se renda à cegueira de certos indivíduos embriagados pelo canto da sereia, não patrocine a escravidão humana sem saber; pesquise.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Κασσάνδρα

Sai do seu útero e vê que estamos mortos desde ontem;
Já faz 30 anos que nos repetimos assim,
Em adolescências ruins
E maturidades precoces.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Monopólios, Ditaduras e Hipocrisia

domingo, 17 de junho de 2012

Еу те пего

Беин ке кис а фоме еxпоста пор енгано,
Транслитерада нум кохдисе бринкалиаум
А енфеитар о темпо цом о дестино сиументо дас нассоенс,
Мас наум ера фоме,
Наум,
Секер дезейо,
Апенас фаута.

sábado, 16 de junho de 2012

Anarquismos I

Quando ela supôs a dissolução das esferas estaduais convertendo poder de Estado constituído a cada um dos mais de cinco mil e quinhentos municípios unidos numa federação com Constituição enxuta, voto direto dos vereadores na legislatura federal e moeda única, meus olhos brilharam; descentralizações de poder e anarquismos me seduzem.

Interpretação de impulsos macrocósmicos

Não há a obra,
Só mais um acidente
Espetacular ante o que cremos ser;
Não há sequer o erro.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

...

domingo, 10 de junho de 2012

Deus perde a face humana

O que fazer agora que, com a recente explosão de novos indivíduos produzida pela evolução assistida, 2 neoespécies de hominídios e 3 neoespécies de sáurios competem pela regulação de sua identidade e responsabilidade legal? A humanidade, assustada, receia perder o controle diante de tais direitos e deveres concedidos enquanto nações ausentes do processo de evolução assistida os chamam de alienígenas como se não fosse o próprio planeta pai da gênese destes indivíduos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Treated like a bitch

Se fazes do apenas dançar seminua uma corrupção consentida do universo alternativo,
Uma permissão implorada pelos seus fragmentos sonâmbulos,
Esta aparência dalguém doutrora em outra raça e outra era só me trouxe um falso vácuo
Onde flutua a morte deste infinito,
Onde o teu reflexo não canta por dependência ancorada no que ama.

Se te pões quieta,
Declarando mentiras discretas,
Faz-te assim como és;
Sobrevivente.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Guia para amantes do assassinato em série

Dos Elementos

A humanidade é obviamente interpretada e tecida por regras instanciadas em cosmos interdependentes, das instituições mínimas de uma família à composição macro dos Estados de direito, arranjada em interjogos para a manutenção do jogo visto único por cada indivíduo. O homo ludens, em sua competitividade desenfreada, ajoelha-se impávido perante o coletivo que pretende dominar assim que a trapaça de outrem perante o jogo o põe em risco, este clama aos dispositivos morais e éticos embargado em emoção como o covarde que é em aceitar o uso e o abuso de terceiros que o favoreçam na regra, que o valorizem no seu caminho de vitória.

Eis que então insiramos a figura do indivíduo considerado patológico por tal jogo pelo fato de não manter vínculos ilógicos para a coesão desta trama que se convencionou liberdade, um elemento capaz de transformar ou adulterar completamente a ordem pondo em risco a idoneidade dos sistemas que a estabilizam; o amante do assassinato em série.

Do Motivo

Seguindo a natureza cruel do homo ludens, encontrará o excitamento na profanação daquilo impedido pelos tentáculos de Leviatã (o arquétipo da ética humana e seu absolutismo vil) deflorado com a carnificina zelosa do fragmento de sua representação medíocre, o indivíduo padrão e aleatoriamente escolhido neste mesmo grupo de padrão social; eis o orgasmo dos deuses, o Deus da humanidade (o lúdico impenetrável) violentado cego numa contundência acaçapante!

Da Seleção

Assim que selecionado o grupo a representar a mediocridade daquilo que vivencia, promova a alvo o indivíduo que lhe impulsione desafio perante a rotina previsível do mesmo grupo, ademais, encontrará prazer no detalhamento desta rotina. Acompanhe, esmiúce, detalhe cada horário e referência à regra do calendário e jamais se relacione ao alvo em relação aos demais indivíduos; anuncie-se ao mesmo antes da ação se assim decidir fazer parte do seu jogo, mas evite caso não deseje ser passageiro da aleatoriedade. Manter-se no controle é fundamental; saber quando, onde, como e quanto tempo terá para agir que determinará um grande percentual de seu sucesso.

Dos Preparativos

As ferramentas de execução se relacionam diretamente com a sua assinatura, mas podem ser a sua ruína: decida por algo que lhe agrade, porém que não lhe pertença no universo do jogo que deseja destruir; esteja preparado para remover qualquer cápsula, projétil ou objeto composto de fibras têxteis que não fizerem parte da sua assinatura.  Prepare uma maleta para as suas ferramentas. Não haja machucado ou cicatrizando qualquer corte com sangue coagulado. Remova pelos, cabelos, cílios e todo o excedente de pele com um bom banho de sabão e bucha vegetal virgem seguido de uma esterilização a álcool 2 horas antes da execução. Vista-se com roupas novas de tecido absorvente por dentro e de tecido impermeável por fora. Use luvas, meias e coturnos novos. Lembre-se que tudo utilizado e não pertencente à cena final deve ser incinerado, fundido e/ou descartado fora do alcance de pessoas previamente definido.

Do Ritual

A tranquilidade de um bom templo é o sinal de um ritual perfeito, pré-escolha-o. Após a primeira vez, não sentirá tanto prazer, o seu corpo se acostuma, portanto, se almeja o prazer de desafiar o mundo matando alguém no anonimato, o prazer do próximo ritual será equilibrado por reconhecerem a sua marca no cadáver, o seu estilo preciso, a sua assinatura; a dificuldade aumentada perante o seu estilo causará a mesma recompensa ou até uma nova. Se escolheu o momento certo, terá o tempo que deseja para regozijar-se com o fim de um organismo que nada representa para o universo, mas para o jogo é inviolável.

domingo, 3 de junho de 2012

Don't tread on me

- Já basta! - exclamou. - Precisamos de outro cálice, um que mova as massas sem que notem, embutido em seu cotidiano numa facilidade antes inconcebível; esclarecedora e coerciva, a revelação. Chega de um rei farsante, abandonador da própria prole, estigmatizador do próprio povo que jaz ante a própria saliva gasta por defendê-lo... Chega da paz para o mantenimento da morte oclusa aos interiores de nós mesmos, permissiva aos brados de vitória da massa hipnotizada por um sonho coletivo de superioridade que só demonstra a nossa estupidez.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Marcha Alegre

Eu não quero estar perto por pavor de estar correto
À paixão que eu criei pra condenar
Esta vida quase torta, mas atenta à nossa prova
De não ter qualquer razão para amar
O impecável absurdo de ser mudo e analfabeto
Ante o pulso semicerrado do ódio contra a minha natureza,
Contra o meu pudor de lutar contra a minha dança,
O meu ímpeto hedonista amaldiçoado pelo superego e fadas,
Estereótipos e urros abissais.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Colmeias Além

O que importará, afinal,
Se aqui já não basta,
Se o desejo é escapar pra depois desta queda imortal?

Onde fica este abismo sem fim,
Solto duma fé gasta,
Vivo a ludibriar por um repetitivo estopim?

domingo, 20 de maio de 2012

Ódio por Elisabeth Marie

- Sabe, eu odeio a Marge Simpson.

- Por que?

- Ah, ela é uma dona de casa típica do século XX sem pretensões individuais e nenhuma profundidade nos enredos do desenho animado; servil e fiel a um coroa gordo e vagabundo.

- Ah, eu odeio a Lisa.

- A Lisa?! Sente ódio do extremismo intolerante de opinião pseudo-científica?

- Não, sinto ódio de não ser tão nerd quanto aquela filha da puta quando eu tinha 8 anos.

- Verdade, isso também dá ódio.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Anti-Herói

Se quem pode perder a paz nesta latência torta dos olhares
Conduz-se ao êxodo na rotina deste mantenimento amoral,
O que esperar de todos se somos um tão separados,
Marginais quase amados apenas por vomitar populismo?

terça-feira, 1 de maio de 2012

A Condessa


Natural que seja deusa obumbrada pela alegoria do pai poeta,
Mas tão ou mais importante
Em seu refinamento elegante a perceber o simples
Onde o homem não habita pela primitividade.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

...

sábado, 21 de abril de 2012

Rotten Apple Smell

Se não cheirasse a cancro caberia-te o exame da culpa
Acerca do sonho roubado pelo sono reavido,
Incumbiria à vida a sua resolução,
Mas a doçura da podridão é tanta que incomoda a qualquer um.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dependência Passiva

Enquanto o tolo diz que a barbárie é infundada diante da democracia, como entendemos o fundamento da própria democracia, da representação hipócrita de um cidadão contemporâneo que se autorrepresenta nesta civilização com extremos encurtados por silício e fibra ótica? Algum algoz corrupto a inflamá-lo em nome de um nacionalismo medieval, quase religioso, pode representar o seu desejo genuíno?

Diante deste cerco fechado e de clamores obesos por um pacifismo estúpido, distante da barbárie de existir, calhado da mesma cor que centenas de culturas omissas - mamantes numa mãe prostituta - pela independência compartilham, fingimos que somos iguais a julgar maldade a libertação.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Viva!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Kuforijin

Por tanto tempo vagando vivo nesta mortandade,
Olvidou-se de ti a desejada,
O estado suplicado com honra
Para a lembrança daqueles a quem não deixaste prole.

Teu jeito eternamente obumbrado falhou,
És tão riso que só te basta a vulgaridade.

Se aquilo era ruína...

Duas semanas corridas após o enterro da caçula, Jonas se sentiu esfaqueado pela defunta assim que leu o relatório da forense digital. O pai, um homem vitimado diante do assassinato inexplicável da filha, assunto explorado exaustivamente pelos meios de comunicação, tornar-se-ia o pai omisso, o responsável pelo fato da adolescente ter se assumido prostituta em uma rede social de modelos com câmeras e clientes com créditos. Não quis assistir aos vídeos que a mesma vendia livremente a todos nem aos fragmentos das transmissões ao vivo em que atendia pedidos dos usuários tomados pelos impulsos instintivos; agora sabia qual a aplicação do caro curso de inglês, da academia de ginástica e da delicada maquiagem sempre feita, mas não desejava mais do que aquilo por medo de um autojulgamento.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

The Moon, Babe!

sábado, 7 de abril de 2012

A Privada Salvadora

O espírito socialista, para não dizer carente de patriarcalismo, do brasileiro é engraçado... Talvez pregado pela elite sócio-política do país, não faz nada mais do que tornar o Estado uma máquina de arrecadação compulsiva que vomita sucata como se fosse os tais direitos constitucionais: o cidadão paga e cobra doente, ignorante, injustiçado, sem um teto e enterrando os iguais como se este caminho ainda pudesse ser solução para a sua vida desprezada.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Jogo

Um argumento seduz a regra dalguém para o avanço do seu autor,
Tão belo quanto um fenômeno indelével
Ou tão doloroso quanto a escravidão:
Toda medida das coisas é o jogo.

Nós, os Elementos Sofistas

Vou te cobrir de ódio pra decantar verdade nesta escuridão
De desejos alegorizados pelo instinto raso e curto que a expulsa da falta,
Faz a fuga feito luz do que já foi potência
E hoje,
Cinzas condensadas em brasa morna,
Arrota quintessência acerca deste colapsamento manso.

Vou viver dos teus restos consumidos ainda a suar
O lodo grosso que me alimenta,
A força rara que ainda se apresenta pelas poucas vias de saída
Até que o crido resto seja semente do que não estamos propostos a ser.

Vou tentar saber por mera suposição.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Thin

Toda puta sobrevive com o recato,
A parcela ainda não consumida,
O encontro ainda não dividido,
A verdade ainda não penetrada,
Pois a dança flerta com a nova possibilidade
Perante a visão dos ossos quebrados,
Do ofício esquecido,
Do ridículo.

E eu que senti o parentesco em minhas memórias,
Calei-me decepcionado a vê-la comum e lerda para a sua razão de eu estar ali.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Filhos

Os frutos não somos, amor,
Não é a nossa vitória ante o tempo,
É só a nova concha que fomos,
Um outro invólucro do código agregado.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Transporte

Por que entender da vida um comportamento se tudo se comporta,
Tudo age a consumir e consumir-se à entropia do que compreendemos possível,
À nossa ignorância de que resta o resíduo para que então nos findemos asfixiados?

Por que estes pontos finais de vida e morte da carapaça
Se só somos transporte?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Vertebrata

Quando me vi lagartixa nua
Amarrando-me às estruturas dos primatas,
Alimentando-me dos resíduos do habitat transformado
Onde cheguei feito escrava daquilo que julguei não me pertencer,
Quase me descuidei a cair de medo
Do que ricocheteava agudo em meu abdome.

domingo, 1 de abril de 2012

Anacronismo

O amor em nosso universo metafísico nos corrompe:
Loucura é emudecer-se da vergonha inventada com o traje da realidade,
Seguir o andor sério de obumbrado da marcha julgada atemporal
Para que se pareça viva mesmo ultrapassada.

O amor não transcende,
É coisa de bicho para com os seus pares e prole.

segunda-feira, 26 de março de 2012

I Put a Spell on You

I put a spell on you
'Cause you're mine
You better stop the things you do
I ain't lyin'
No I ain't lyin'...
Screamin' Jay Hawkins

domingo, 25 de março de 2012

Amor, Fadas e Papai Noel

Tão pesado quanto o instinto derretendo normas pela suposta paz ou pastoreio
É a medida de postura numa alcunha para que não se demonize
Como se o mal se defendesse absoluto.

Não há o mal,
Há o caminho ruim
Que não levou ao gozo
Ou o atingiu seguido duma sequela insuportável.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Tempo Para

Criada a relação entre os fenômenos elementais do próprio corpo,
Não mais puderam ceder ao colapso eminente da própria confusão
E respeitaram a coerência do eterno retorno à fluidez das bolinhas de sabão
A se resfriarem e se induzirem à procriação das ululantes filhas
Desconexas de si mesma e aprisionadas ao todo como é.

Criado o curso de jazer em vida,
Vazia era a vida
Limitada aos seus fragmentos mais pesados diante de toda a sua leveza.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Flèche du Temps

Se vi anacrônica a tua lágrima por esta existência de nossos pares,
Nada corroído ou dissolvido,
Tudo repetente antes que possamos definir mudança,
Foi por mero acidente diante de meu egoísmo que,
Envolto na rotina da própria manutenção,
Assustou-se e desistiu de manter-se.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Temperança

Suando um ranço podre e incompreensível,
Fingia correr contra a morte e seu bruxismo
A interromper o sono dos órfãos ao seu redor.

sábado, 10 de março de 2012

Perfect Crime

Que a sua ignorância seja perdoada
Pelos que ficam a chorar nesses cortejos,
Rios a esmo sem janeiro
Enquanto auscutamos o frio trincar a pele ressequida pela morte.

terça-feira, 6 de março de 2012

Leões Arrebanhados

A propaganda pacifista dos especulantes pastores exige o rebanho distante da barbárie de ser livre, de exigir a natureza de sua sobrevivência à truculência sórdida da terra ao invés da tênue sublimidade do vigoroso engodo de telenovelas que chamamos amor sem crer plenamente no mesmo.

- Às armas! - imbecis seríamos, açoitados à tinta na celulose cotidiana de quem só tem a perder.

sábado, 3 de março de 2012

...

Cosa posso fare per cambiare?
Niente, non vuole essere cambiati,
Non può essere altrimenti,
È stesso di piu.

u.u

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Arte

A arte é a referência pela debilidade dalguém
Que roto se viu no centro deste tecido infinito pela curvidade e,
Em seu delírio de grandeza,
Tentou traduzir um fragmento a aparentes iguais.

A arte é lixo metafísico
Tortuoso e desigual de uns pra poucos
Que se dizem vivos,
Universo revolutivo de ilusões quase real
A repousar em nossos vícios e necessidades.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Aniquilação

Eu, pessimista?
No fim tudo dá sempre zero mesmo!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mono

Essências reprimem existências por covardia,
Paúra sombria da subordinação em bolha ainda presa,
Louca para fugir,
Mas ainda vívida em alegorias para embotar a fome e a sede,
O mijo e a merda,
O sexo e a permanência.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Final em B

Saudade dela,
Da minha paz
Presa num corpo que jamais supus.

Preso a ela
Sequer menti
Sobre esta fome que me desvanece.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Vila da Dúvida

Tinha gente que morava só
E mesmo só julgava-se
Por medo da repreensão
Na ilusão de si contido.

Tinha gente arrigo de família
Que não entendia o seu desejo
De ser degrau dalguma coisa
Boa e bela que via disforme.

Tinha gente azul de fome,
Verde de sede, amarela de vergonha
E branca de medo
Que empurrava um desejo
Mal nascido consigo,
Bombardeado pela paz,
Mas que insistia a única possibilidade.

Tinha gente sendo o que gente é,
Vendo o que gente vê:
O que não é a não ser gente em si.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O meu é simples, sim xD

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ситора

Para reproduzir os arcos-íris nos meus cílios
Precisei do sabor mortal da incapacidade
Ululando sem brio sobre a noite e a solidão deste estado decadente:
Adivinhei o lugar de seu borrão na visão enfadonha de quem quase morre.

Para relatar grandezas,
Errei feito você:
As grandezas que supusemos são mais ávidas pela própria extinção.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O galo manco do terreiro

Entre uma coisa e outra, há famílias na rua dormindo em colchonetes e às voltas com os seus hematomas e salário retido na fonte para um senhor declamar virtude em um palácio monumental. Entre uma coisa e outra, a doutrina zela a impotência da voz do povo ante o berro sussurrante de quem se classifica sem o próprio povo para, embriagado, protegê-lo. Entre uma coisa e outra, a arma da fragilidade é a pele esfolada e a esperança de compaixão alheia. Entre uma coisa e outra, não há uma coisa nem outra.

O Estado Amorfo de Ser

Dizia da eficiência de uma suposta trama cooperativa como se o ato de revolução não primasse pelo repúdio e ridicularização do imposto opressor, como se a liberdade de não optar por aquilo próprio ao bem fosse a personificação do mal. Relatava a organização pela vaidade estrita aos entes da mesma, corrupta à egolatria de uma unidade analogicamente definida como o corpo fundador de um clero imundo feito o de qualquer religião. Definia idades, culturas e posições como o mito que se tornou ante os leigos, ironicamente ao acento xucro da classe média estuprada pelo cotidiano do que combate.

Da mesma forma que ingressei, abandono: livre.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Λύκος

Não tarda e esta quimera nos aliviará o zelo acerca das formas ideais,
A arrogância diante da posse inconfundível
E o fardo por esta solidão.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Saudade da Ignorância

Este calo de carne podre que denuncia o tempo
Iludirá a todos feito a bailarina que jamais fez parte de um sonho
E julgará o mal com esta morte estampada na cara,
Mas não se aperreie,
Não nos imponha o peso de uma pretensa mácula
A tentar revigorar uma teia que mais nada liga;
Conduza sem a carga do seu crime.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Don't freak out (Hipster)

Parafraseava o louco por crê-lo infame
E isso lhe parecia bom,
Transparecia-lhe raro e pleno da agressão
Que merecia o mundo por ignorar-lhe.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Convocação

Cavalo capturado,
Cavalo dado e sem dentes
Para um pilar rachado:
Onde está a livre associação?

Se o meu chapéu foi preto feito o breu,
Anda cinza por desgosto.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cruzeiro

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Kernel 3.2 no Arch

Como sempre na frente, hoje houve a atualização para o Kernel 3.2.1 no Archlinux e, juntamente com a atualização de antes de ontem para o Pacman 4, posso dizer que o sistema está magnífico. A dificuldade que eu tinha no KMC com os drivers proprietários da NVIDIA já havia desaparecido no Kernel 3.1.9, mas agora está bastante estável, não gerando conflitos com o X11 logo após o Plymouth.

Sanctum Sanctorum

Dos nossos óculos rachados um novo universo pelo delírio de grandeza,
Além da física a engenharia do absurdo pela essência do belo
Para a fração do todo que somos,
A liberdade da distorção lida.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Humo

Iludida pelo ódio que sentia do lugar-
Contido pela própria apatia de viver,
Sentia o odor do humo sufocante a roubar-lhe o equilíbrio;
Criação perfeita para a fuga de si.

Fluminense

Fluminense

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ela


Ela não dorme nem chora,
Não se rende à hora que minto por sua bravura gentil.
Ela se afoga nadando
Na placidez resfriada de não existir um sentido elegante
Que rouba o seu ímpeto farto
De persistir vasculhando uma imensidão sem cor.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Pão e Circo

As deusas ainda estão na mesma cidade
E já não são mais deusas,
Não transpiram magia,
Arrotam a ironia de estarem na gruta
Esguichando hormônios e criando deuses
Com nomes de fases que suspeitam eternas,
Mas discretamente seguem o início da exponencial para a morte.

As deusas são imbecis
Como você e eu
Vendendo mentira por um pedaço de pão e meia hora de circo.

LOL

sábado, 14 de janeiro de 2012

Estímulo

Fui por silêncio
Filha da morte,
Por exclusão
Inteligência.
Calei princípios,
Curei verdades
E fui sincera por me iludir até não sobrar nada de mim.

Dei provisão
Ao desperdício,
Contentamento
Ao irremediável
E fiz o meu corpo
À dobra crua que atraiu a minha atribulação.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Plasma Desktop

KDE Logo (Icon Version)

Sobrevivente

Da deformidade deste ainda deprimido neo-Quasímodo,
Vítima do imbecil pela riqueza do cobre em seu sangue-
A ironia do azul no rechaço popular,
Viu-se pontuada a continuação;
Não era aberração,
Apenas sobrevivente.

KDE Logo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Azul

A paz

Fingindo que a terra jazia fria ante a trepidação à ânsia dos deuses por fibras vibracionais ante o peso de estarmos vivos, dali que o nosso irmão negou a morte descrita na aparência homogênea para a nossa ignorância. Só precisamos de combustível para a nossa paz - pensávamos - mesmo que paz apenas para a nossa fazenda.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

As Minas de Ares

Para presentear a mulher com os fragmentos de sua totalidade passada,
Tornei-me cobiça a buscar o brilho no veio de quartzo da vermelhidão,
Esmagado na histórica quentura desta aridez inóspita que só os meus tentáculos de aço alcançam
E se pagam por pensarem sozinhos
Para que eu me extingua.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Teste - 32 frames

Gostei do blur e da distorção focal.

Blender 2.61


Fui burro; fiquei postergando o aprendizado do Blender, valorizando os recursos de criação do Pov Ray, e não entendi o que este software pode fazer. Além da vasta possibilidade de recursos de dinâmica física pra animação, incluindo vento, magnetismo e gravidade, é bem mais simples do que a interface me passava. Não vou abandonar o Pov Ray, pois acredito que em relação a recursos óticos ainda é muito superior, mas o Blender ganhou um espaço no meu tempo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Goa 8 bits

Eu digo e ela não acredita...

Valeu a risada

Se é que acompanha a luz curvar-se antes deste feto
Ou se este feto não traz a dúvida ao seu pranto cognoscível,
Não interessa se ficamos a dois mil e quatrocentos anos atrás
Dispensando filtros de pessoas iguais ao seu ídolo misticista;
Fluiu feito rio,
Valeu a risada.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A quentura da calçada

Estou além da voz que despenca deste infarto a chamar a multidão
Pela morbidez da cena a impulsionar o riso na fragilidade transparente
De todos nós,
Estou feliz por ser plateia e não algoz do reconhecimento da pobreza
Que se estica ali na quentura da calçada.

- Is anybody hearing? - pergunto-me
Descalço a queimar as solas dos pés sem qualquer dor,
Mas não,
Matei todos sem querer.

Estrias

sábado, 7 de janeiro de 2012

Reactor

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Rascunho

O Brasil não precisa de Brasília

Brasília é um problema para qualquer brasileiro que não vive no plano piloto, uma ideia de unicidade patriarcal que torna a lei um xarope homogêneo e intragável aos diversos paladares de cada quilometro quadrado desta pátria sem nacionalidade aparente. O pior da Bahia está lá, ademais, o pior de cada Estado a comungar fins impropérios para a virtude de quem insiste em acreditar nesta esfera rachada e remendada a uma abominável massa disforme e embaçada. O Brasil não precisa de Brasília, o Brasil nem precisa de um Brasil.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Passo 1: a diferença

Masturbação de Pixels

Cansei disso, prepara-te pro x1 de verdade.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sou puta

Como se o seu ímpeto em ser desejada através da meticulosamente embaçada sensualidade angular de plástico supusesse pureza diante do meu corpo deitado inteiro a simular abrasividade tupiniquim, desejou asfixiar a empáfia que os seus olhos gritavam odiosos a acusar-me quando passei. Sou puta, simples assim, nomeada assim do fantasiado pagante idiota a iludir-se acerca da posse ao salivante fazedor de caretas que, por acaso, também é o porteiro do meu prédio. Sou puta, ouvidos para o fragilizado mundo masculino, carpinteira do atraso e óleo de linhaça para os pigmentos vitais... sem diário de princesa, só a de rainha da noite.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Da sala de espera ao saguão

Carne dominada, uma presa abatida, foi assim que imaginei a minha irmã quando ouvi Janice tentar me agredir dizendo que o negócio dela era um boa buceta. Passiva como sempre foi, opor-me à sua namorada não me faria vencer aquela discussão que nem me lembro por qual motivo entrei e me traria um desconforto com Amanda, ademais, tão velhas desde quando troquei de cidade, as cicatrizes serviram de segunda pele além do mundo que as causara. Pouco desafiado por um ódio a morrer afogado nas dores reais de um corpo em decadência, calei-me, virei as costas e parti dali a pensar na hora do próximo comprimido de cilostazol enquanto a minha perna enegrecida implorava por um repouso posta à altura de um bom amparo com almofada.

Kuala Lumpur não é muito interessante durante o ano novo, a colônia chinesa em grande parte viaja para a opulência de Hong Kong e os turistas que frequentam a região preferem gastar o tempo na bagunça cultural ou na prostituição barata de Bangkok, mas eu prefiro ficar aqui mesmo, feito uma pedra sendo golpeada até arredondar, às vezes sozinho e outras, como neste verão, recebendo visitas que só aumentam o custo da minha estadia errônea num país que odeio. Saindo do elevador foi bem isso que vi, um saguão vazio que em períodos comerciais vive lotado de pessoas de todo o mundo, ou, no mínimo, de todas as cores, mas, no momento, apenas locais e eu, um acompanhante arrependido para a consulta da cunhada no oftalmologista.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Do tesão por ficções

Coube ao marchar compassado sobre a lama a reconfiguração
Da jaula de acontecimentos do algoz do vassalo
- Nós cumpridos por nós mesmos -
Ornado com cuidado para a tez de vigarista.