sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Raio que o parta

Aqui que é breve também disfarça a dor
Com lapsos errôneos convertidos em imortalidade
Para enquanto sempre os nossos pares...
Aqui que é pouco também é,
Também calha e falha de propósito
Pelo desvario de tentar a retidão
Neste sonho de frequência improvável.

Pega, Mata e Come (4,35s de boot)

Plymouth

Gnome

Gnome

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ousa

O meu abismo é flor nesta surdez,
Um descaminho só na insensatez
De ter-te espelho do que jamais fui
Acalentando o amor que te propus.

Ousa,
Contorna a forca legítima e vem
Mudar tudo.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Instalar Tor e Privoxy no Arch

Para que seu Arch funcione com o roteamento Onion na internet e torne a sua navegação anônima para os hosts visitados é bem fácil, em alguns passos instalamos o proxy Tor e o filtro Privoxy para tal.

Começando, vamos ao bom e velho pacman para instalar os pacotes:

sudo pacman -S tor privoxy

Agora abrimos o arquivo de configuração do privoxy:

sudo nano /etc/privoxy/config

E inserimos a seguinte linha no seu final a fim de apontá-lo ao endereço do tor (não esqueça do ponto):

forward-socks5 / localhost:9050 .

Feito isso, iniciamos os serviços com os comandos, um a um:

su
/etc/rc.d/tor start
/etc/rc.d/privoxy start
exit

Agora já funcionam, mas antes de qualquer coisa iremos adicioná-los à linha de daemons do rc.conf para que em todo boot iniciem automaticamente. Abrimos o rc.conf:

sudo nano /etc/rc.conf

Na última linha, adicionamos as chamadas:

DAEMONS=( ... tor privoxy ...)

Pronto, qualquer acesso à internet feito a partir do localhost:9050 a partir de agora será utilizado pelo proxy Tor, ademais, banners, adds e toda a tranqueira propagandista da internet será filtrada pelo Privoxy. Para configurar seu browser predileto é só configurar o proxy para o endereço socks://localhost:9050 ou, no Chromium, simplesmente inicie o programa com o comando:

chromium --proxy-server="socks://localhost:9050"

Feliz anonimato pra você! ;D

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A Química Sádica

Desejar Deus é um delírio de grandeza absurdo,
É desejar ser a obra de arte,
O espelho eterno do pulso de um fenômeno
Que de tão brutal reflete a pureza em si.

Desejar Deus é um desespero prisioneiro
Do tempo e do recurso inecessários aos sonhos,
Cativeiro da célula ante uma liberdade inóspita
A cuspir na face uma imensidão tentadora.

Desejar Deus
É desejar-se,
Incumprir-se desejante
Ou julgar um passo adiante.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Pega, Mata e Come

Clichê da Mesma Tecla

Você que está preso no visível,
Sai deste cubículo apertado e olha
Além deste palmo e aquém deste metro
Para não ser mais um crítico enfadonho na história
Ou outro anônimo perdido no que lhe cabe.

Les Gargouilles, Jean et Marie

Este filão de gênese fundido em voz distinta dos irmãos
Não faz jus à alcunha corrosiva que inventa o mal
A distrair o medo de morrer esquecida de si mesma,
Este horror se estende feito migalhas para a fuga
Ilusão adentro do horizonte de acontecimentos.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Até que a morte nos separe

Do almoço formal ao jantar caloroso
O hiato das horas à aridez do sono renegado
Corrompeu o ânimo pelo encontro
Mesmo às tentativas amigáveis dos convidados
Prontos para manipular a própria carência
Em frases de costume que não mais surtiam efeito.

Até a cama foi um andor zumbificado para parir
O que jamais teve coragem de contar
Aos próximos pela etiqueta de convivência
Que a chicoteou covarde a cada desejo primata
De berro pela expulsão dos males
Brotados no corpo em nome da aflição de ser.

Deitou-se
E permitiu.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ubuntu Logo

Uma Deísta Agnóstica

Quase toda a vida para descobrir que a força do parto não é em si,
Que o filho ingrato a ignora ou sequer foi o filho e ela jamais a mãe.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cut the Blue Wire

Abismo Digital

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Step in a Wormhole

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

谢谢

Solid

Flutuação

Aniquilo-me a bater as minhas asas de concreto
Refletidas contra o impulso da permanência,
Corrompidas pelos sais da morte até o seu rompimento
E fragmentação quedadas ao abismo de existir.

Aniquilo-me delicada feito bolha de sabão,
Curta de brotar flutuante da extinção
Do que me regrou até a revolta
De assumir-me para o esquecimento do todo a tudo contido em mim.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Single Light

sábado, 17 de dezembro de 2011

You Ain't Gonna Need It

Não ligo se o teu corpo apodrecer de medo no tumulto que figura a revolução dos sonhos aos sonhos piores para nós, repletos de rancor por termos sido abusados com este mundo que inventamos. Não ligo se os teus membros gangrenados se tornarem insuportáveis para nós; merecendo o orgulho pela culpa e vilania, morreremos história a ser escarrada até um dia em que o valor acabe.

O Amor

O amor transforma mais do que a raiva,
É a melhor licença pra matar.

O Livre e a Lira

A partir deste sentimento contra a barbárie,
A opressão de Deus e da sua ira pelo medo contra si mesmo
É luminosamente guiada pelo lúgubre desejo da inspiração
Degolada com carinho e afeto,
Então o custo da paz é a desigualdade
A torcer-se desintegrando a falsa noção de liberdade
Que aterriza sentidos adentro recompensando os nossos mecanismos lúdicos.

Contra a sede de sangue
Há o folhetim e o comentário que ninguém leu.

Hum, Dois

Eu cruzarei a rua a me rasgar inteira ao som do samba em menor
E rirei da ironia de sempre estar sozinha em qualquer decisão
Dos homens que me calham de deusa em suas vidas por raso temor
De ser parte noite que me confunde nua a apartar minhas paixões.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Got Milk?

Pendência

I'm already walking on a golden field
Raising to the brightest poorness of mine
So stay away from my smile while I die
Keep you right on your side.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Independência

O que é a independência senão se prender livre,
Unir-se à cadeia de processos dependentes pela virtude da responsabilidade
De alimentar o todo com o que o mesmo exige
Diante do limite de perder o próprio céu para uma abstração intangível?

O que é ser livre
Senão se acomodar?

Mumbai

Da península nada vejo além do mundo em pedaços,
Os fragmentos bronzeados do que cremos em si
A caírem ao chão e ricochetearem ao céu até a morte (ou o repouso).

Cala-se a regra daqui
De quieto o mundo após o estrondo,
De despertado o medo frio de uma repetição
Disso tudo,
Desse todo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

BBMP xD

As Bestas

Se o espírito romântico do todo egoísta em si,
Presumindo o fim da diversidade mesmo que diversidade cruel,
Destruísse o que enoja pela honra da própria virtude,
Cumpriria o intervalo de si mesmo diante da imortalidade que almeja?

Creio mesmo na bestialidade adquirida
E no seu ímpeto voraz por deixar de ser reconhecida besta,
Atentar contra a própria aniquilação a fim de permanecer-se domínio
Contra o domínio que neste ciclo - urgindo - devora-nos,
As bestas.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Resposta XC/XXXIV

Não,
O contrapeso da morte é o amor
Provando aquilo que jamais seremos,
Julgando o espaço entre nós de suposição,
Desafiando o tempo sobre qualquer caminho.

Barulho Rosa

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pathos

Se a maior dificuldade é a diferenciação do fato e do sonho,
Doce é o todo homogêneo a chocar-se feito a vida.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Ciranda d'Água

Corrigiu-se feito affair da chuva,
Liberando-se morta para o todo
A ser alvo de um extremo mutante.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Estômago

Se fosse a fúria deste marasmo de impulso de gente eu compreenderia,
Trairia o meu sono e doença pela tua sedução infeliz,
Mas desejo o aprumamento rústico,
A visão azeda e sem conforto,
Simplesmente por não ter o que perder.

Android Emulado

1, 2, 3, testando...
Houston, tem uma galáxia falsa aqui.

Drunk Chameleon

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Loser

Arch

√1%

Do parto após a aniquilação
Fez-se o surto sem rumo algum
Até um fio de prumo que mal entendiam se era bom,
Apenas justo à imbecilidade do todo.

Arch

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

matrix([x²+x,y²+y,z²+z] , [x²,y²,z²] , [x²+y,y²+z,z²+x]);

Entrego a minha vontade e espero,
Contanto que não me desperte
Da sina de ser desespero por essa virtude que nunca me segue.

Arrisco-te por minha fome,
Ferido em vias de morte,
Até o infinito roto da suposta maldade que nós inventamos
Numa estação bravia
Em que não nos entendemos
Supondo estarmos certos do lado correto em que só um estava.

Supah Cool

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Monótono

Um tom só
Quase a ver
O amor
Que inventou
A razão
De esculpir
Este ardor
A rugir
Contra mim
E meu lar.

Color Wheel

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Destemor

Meu impulso corrupto desvenda o sonho em sua tortura
De cumprir a crise em meus lábios livres pela costura tênue
Disfarçando a mansidão do silêncio com a mortandade de um semblante
Estupefato pelo rigor da minha própria usura
E do suor escorrendo em seu couro machucado.

Color Wheel

RGB

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vírgula

É impossível não reconhecer as fontes da criação do cotidiano,
Analisar a pobreza no valor da foz de um ato determinado sublime
E alçado ao suprassumo da indispensabilidade da gente
Sendo apenas ética pequena de um breve contexto.

Fe + Cu2+ → Fe2+ + Cu ↘

Solid Floor

Cool Core

domingo, 4 de dezembro de 2011

Celeiro

LaTeX

Dou-te por fim da lógica deste meandre flácido que crês
Controlar impulsos cíclicos a tais mesmos como se fossem o todo.
Dou-te rápido à compreensão do que te defines
Mesmo letárgico através dos fluxos de aminoácidos,
Mesmo aquém da luz que te hipnotizas.

Rusty Arch


sábado, 3 de dezembro de 2011

Loja de Mimos

E Fim

A tua rua com cheiro de mar não acredita em nosso pudor,
É quase ardor a convencer que somos sós por nosso fim.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Deprecated

Até que desista da facilidade,
O organismo pena,
Luta contra ele mesmo,
Prejudica-se
Até cansar-se a cortar meios numa aniquilação por gangrena.

Hydrargyrum


Teste de reflexo

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Vestido de Ignorante

Quantos heterônimos cabem em tua alma?
Quanta gente podes assumir além do teu ranço, culpa e desejo?
Quanta fome além de ti
Para que mates a tua?

A Roupa de Donzela

Quase quieta e promíscua ao tremor de tua visão,
Ululava mais arisca do que o dia de ontem,
Urgia os sonhos borrifados por glândulas
E lânguida caía aos teus pés.

De estremecer aos clichês balbuciados,
Implorava por tua língua sobre o arrepio de meus mamilos
Rijos pela solidão supondo abandonar-me,
Vívidos pelo calor de teu hálito cheirando a homem.

O Distrito Industrial