terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Talvez o Amor

Jamais fui feliz por querer demais,
Querer o que só a morte me daria,
O encanto duma vida sem a minha.

Agora morrendo vejo que nada fiz de importante,
Nem a vida em si é importante...
As paixões,
O ódio,
A culpa,
Os vícios,
A cura também não são,
Mas,
Talvez,
Feito todo clichê medíocre para forjar bebês,
O amor seja.