segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O amor é lixo

O amor é lixo
Irreciclável,
Coisa de instinto com pompons pra ser
Mal contornável,
Bem maleável
E uma razão que não se possa ter
Reproduzida
Ou absorvida
Por ele mesmo que fingiu nascer.

O amor é ócio,
Um vil negócio,
Alegoria para a posse e o som
Das sapatilhas
Da bailarina
A aparar quase impossível dom
De não ter asas
Nem calafrios;
Tudo encoberto em andamento e tom.