terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Estéril

Meus nomes nada valem,
São registros sociais repetíveis,
Tentativa do divino pelos meus pais e
- Na loucura da crença no nihil -
Assumida por mim.

Meus nomes não teriam ética
Se esta não fosse falácia para os nomes férteis,
Não me induziriam e proporiam a própria honra
Se a mesma não fosse um insulto,
Um desejo de eternidade com gênese amputada.

Meus nomes não vingam,
São a capa de um livro sem código e originalidade,
A premissa dum fim esquecível.