sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Submissão

- Cala a boca pra eu não te dar na cara, cadela; arrebento tua lata, vadia de merda! - sussurrou ao meu ouvido a segurar-me pelo braço, o transparente macho ofendido por não ter controle sobre a fêmea.

Por ter sido descritiva - com início, meio e fim - no campo em que a humanidade vulgarmente busca grafias anacrônicas da vida ou de sua falta, tentou-me a coação feito um primata tomado pelo desejo de posse sexual. Quisera eu não me sentir fantasiada em libido à insanidade do troglodita, esmagando-o sem remorso com o que acabara de perder, com o que muda aos ventos contemporâneos sem regra de coesão social.