sábado, 11 de setembro de 2010

Autora e Protagonista da Tragédia

Assim que o semblante de Natália desmoronou numa frieza indecifrável e franqueza incorrupta, interrompi o nosso jogo de aforismos sem saber ao certo o que causou aquele brusco impacto; em minha criação introspectiva para desafiá-la até a fadiga absoluta, o meu desafio migrou dela a mim mesmo e o meu fim real, o fim dos seus argumentos, escondeu-se a favor da minha masturbação prolixa. Talvez uma provocação pungente em demasia ou, quiçá, o meu isolamento despercebido e grosseiro foram os causadores, todavia a presença daquele abismo importou mais do que qualquer motivo, apaixonou-me pela autora e protagonista da tragédia.