quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Amor e Lâminas

Nem as mulheres bem comidas merecem a morosidade da monogamia, pois, na acepção sartriana do sobreviver, do definir-se ser social em meio à amoralidade dos organismos e coisas em si, o arquétipo medieval do amor cristão entre sexos distintos morreu juntamente com a tirania da época, com o cessar da demonização do sexo e da terra para a coesão daqueles quem os próprios tiranos semearam a escuridão.

Se a união de iguais num bem comum exige a contenção dos instintos de fera inatos a cada uma das partes neste inchaço excessivo para o próprio macro-organismo que os comporta e o instinto a ser domado neste caso é uma questão de saúde individual, unir elementos em pares para a mera procriação e contrato social sob a égide dum aforismo simplório (o amor) torna-se um insulto para a espécie, um encalacrar das possibilidades para a manutenção da própria às claras.