segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Saúde

É claro que o aspecto vigoroso do autoritarismo amedronta pelas liberdades individuais amputadas, porém, haja visto que a média harmônica de interesses da democracia se trata dum interesse inexistente, um arquétipo híbrido de moral que dificilmente se traduz em qualquer uma das inúmeras partes que a compõe, o dito horror - cantado e massacrado pelas classes que se julgam humanitárias - é apenas viés de controle ineficaz. Levando em conta a população que não se destina aos fins da saúde do ambiente social, que direitos são estes reclamados só por ser humano? Afinal, qual a vantagem de ser humano a não ser mais uma carcaça de gene a competir pela própria perpetuação em detrimento do uso de recursos raros? Por fim, vendo-nos como estruturas mais complexas do que os vírus por autoduplicar-nos ao mote pseudo-compassivo de arcaicas instituições religiosas, talvez própria indução de nosso endereçamento, mas ainda assim de comportamento semelhante aos tais em relação ao ambiente (lido organismo hospedeiro), abandonar toda uma espécie pelo direito de ser duma única combinação incondizente à mesma espécie é sadio?