segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Colapso

Após a glória,
O colapso...

Dito em regra seria a voracidade dos atos que se tangiam voluptuosos diante da ideia paranoica de tempo corrente em absurdo - triplo, quíntuplo, décuplo (a depender da falta que sentia) -, mas as bonecas de cabelo desgrenhado, as roupas sujas pelo chão, os rabiscos pelas paredes, as janelas fechadas, a porta trancada e a nudez coberta de cascões de feridas do autoflagelo sobre o colhão e os lençóis fétidos de sangue e suor, mesmo a conduzir-me algemada para um diagnóstico factual da coisa, cumpriam a coisa em si com espiritualidade, algo que denegria a podridão e miasma do ambiente em valor abrasivo, repleto de luz.