quarta-feira, 28 de julho de 2010

Deus Falido

O carteado egoísta com o divino ao fundo,
Calcificado na água turva,
Irreparável sequer à chuva,
Boia inocente e laxo de densidade da margem ao leito
E do leito à margem
Pronto para ser rio todo duro,
Seco,
Mas de divino só o mote,
Nem a crença.

Por dentro de seu corpo fibroso,
Ululantes no espaço entre tais fibras,
A revolução ou reforma,
A ordem mutável só em cerne das distribuições
Do novo crupiê pela morte do antigo,
Não da morte dum Deus falido.