segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fragmento do Diário de Suzanne Marie

Não imaginas como me senti, Senhora, quando previ o carinho alcançar-me através dos ares ondulados: a adaga gélida que o declarava sedento em libido deformava a postura, desintegrava a sensatez, enrijecia os mamilos. As saltitâncias todas a cocegar as estranhas só me remetem à explosão ao fim de todas elas; tudo ardido, e relaxado, e remexido, e espectante ao toque, enfim, entre o ombro e a nuca como se minh'alma gritasse:

- É agora!... E agora?