quinta-feira, 11 de março de 2010

Tema do Trapezista

Assim,
Quase desistindo,
Todo cambaleante,
Chega sem querer onde ninguém viveu.

O fim
Não há e nem começo,
Faço-te e te esqueço
Para admirar o seu bailar no céu.

Tem vez
Que é puro desespero,
Seu corpo abraça a morte,
Beija os seus seios e volta a voar.

Vocês,
Calados por encanto,
Dos sorrisos e prantos,
Debruçam o seu desejo no espetacular.

Mas quando desce do trapézio a tenebrosa saudade,
O açoite é tão covarde que nem consegue dormir.