sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Estranhez

Se fosse
A mocinha da novela
Chorosa aos seus arquétipos de dor,
A caminhante da Estação Paraíso
Passando e encantando depressa pra mais nunca,
A loira do reclame de cerveja
Que não bebe cerveja pela lisura das próprias curvas,
A Simone em suas memórias
Amarrando João-Paulo pela resposta que deseja,
A garota enrolada em uma colcha no Anhangabaú
Mendigando um real por três segundos surreais,
A motorista presa na Marginal ao toró violento
Contando os minutos por um banho e carneirinhos,
A falácia personificada,
Quase acreditada
E creditada a nós pela falta de voluntários,
Eu estranharia.