sábado, 20 de junho de 2009

Os Suicidas

Quem quis salvar a todos
Tornou-se um tirano que não salvou a si próprio,
Quem esqueceu da vida,
Derramando-se na canaleta harmônica de uma vida fértil,
Não se embriagou,
Morreu cercado de limites intangíveis.

Mesmo a retidão,
Gloriosa indução ao não ser,
É-se infinita após a corruptela diante do desaceleramento.

E,
Bem,
O ato honroso do suicida está na morte,
Aos mortos,
Mesmo os mortos que transitam urbes e campos,
Arrastando-se a repetir como se fossem os primeiros,
Fazendo parte da única matéria apodrecida como se fossem os únicos;
Acompanhando-se de solidão.