sábado, 27 de junho de 2009

Liguanea

Não havia nada de peculiar em sua técnica:
Conduzia o galo adentro para trancá-lo,
Espalhava um punhado de grãos pelo chão e capturava a mais gorda da granja
A amarrá-la pelos pés com um cordão encardido.

Seria comum à ilha não fosse a opulência do sítio,
O Jardim Botânico Real,
Mas a lida,
Em meio aos dois vira-latas que pareciam adivinhar as sobras do hábito semanal,
Nutria-se de encanto com o velho a degolar e limpar as entranhas da ave com o cigarro de erva dependurado no canto dos lábios;
O início do fim de um jejum bizarro,
Ambientado num paraíso paupérrimo.