sábado, 2 de maio de 2009

A Seiva e o Papel

Inverter-me-ia de quadrante a fim de roubar-te daí.
Mas aqui não há arames para conduzir-nos aos devidos lugares
da cabeça de um fajuto qualquer.

Mancharia de vermelho um pedacinho da minha tela,
Só um pedacinho,
Só de vermelho,
Contudo já não há mais pedaços brancos,
Porém não reconheço mais vermelhos e nenhuma outra cor de qualquer:
Só sei o que é seiva,
Eu não sei o que é papel-
Reconheço os pigmentos pelo tato.