quinta-feira, 14 de maio de 2009

Jornais velhos empurrados pela brisa

O cheiro de cigarro e preguiça,
Pesado ao quarto,
Encardindo cortinas e paredes,
De alguma forma impedia aquele homem de fugir dali.
Vez ou outra saía à rua acompanhando o cachorro,
O animalzinho enjaulado no ritmo monótono dos seus sonhos,
Quase obrigado pelo dó ou compaixão ao sofrimento do bichinho.
Devido às crises de pânico saía tarde da noite,
Dois ou três quarteirões,
Cinco se faltasse com o xodó por mais de semana,
E via quase tudo deserto naquele fosso da humanidade;
Travecos, carros e policiais,
Nessa ordem de importância para os seus olhos.