quarta-feira, 4 de março de 2009

Azul e Verde

Não havia a treva,
Mas por toda aquela luz branca,
Refletindo-se machucante nas paredes de azulejos brancos,
Não fazendo sombra pela falta de cabeceira na cama de metal calhado de branco,
Forrada de branco,
Parecia assim ou pior.

Só o meu corpo destoava
Na pele bronzeada e nos cascões castanhos das feridas,
Portanto,
Apesar da ausência de espelhos e lâminas,
Dei-me ao trabalho de colorir o ambiente;
Nasceu o alívio até que eu sentisse a falta do azul e do verde.