quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sermão

O inábil afirma ser inútil
A semente que se proclama sutil nas vidas futuras;
A sentença é pura sem amor,
A crueldade é o que propicia copas viçosas.

Amei os meus filhos como nenhum outro,
Aqueles que julguei iguais pelos traços meus neles,
Os gestos que se repetiam neles de mim,
Dos meus pais,
Avós,
Antepassados.

¿Se os meus rebentos carregam os erros que percebo se repetirem desde Santa Cruz,
Os erros nossos são os melhores,
A indicação de que estão a dizer-nos algo por estas gerações?

Antes que julguemos o amor,
Decidamos a quem cabe tal graça:
A todos.