domingo, 15 de fevereiro de 2009

De Ninguém

I - Ella



Entrei
E vi que lá estava,
Sobre a mesa;
Talvez nem tenha se importado.

Fiz o que Elle precisava,
Espreitando o momento para roubá-lo,
Ou melhor,
Tomar de volta o que é meu.

Sabe quando a pressa pela solidão os invade?
Elle não é diferente;
Aproveitei enquanto providenciava a própria escuridão.

II - Elle



Entrou repleta de sorrisos,
Elogiando as flores que eu não quis que estivessem lá,
E,
Após descrever tudo aquilo que já sei e só me irrita,
Serviu-me das sombras de si mesma como se eu fosse o único.

Ella não é especial,
Abstrai-se da própria inocência a julgar-se o sentimento da justiça:
Não entende que só os homens clamam por julgamento.