quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O Zumbido

Lupus é o caralho,
Eu mal escuto a noite!
Habituei-me a este zumbido
Rasgando a minha paz,
Ensinando-me a ser amargo.

Movo roldanas de uma máquina sem motivo,
Invento consertos para os dentes quebrados das suas engrenagens cariadas
Certo do dia em que me revelará se valeu a pena;
Hoje eu sei que não...

Zombei da tua mágoa,
Um jeito de esquecer da minha.

Lancinante é tentar esquecer
Incomodado pelo som persistente
E entranhado no que poderia ser silêncio,
Badalando em kilohertz um dó remoído,
Encarnando vozes onde nunca houve gente;
Não dá.