quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Apesar de Toda a Pessoa

Não sei se me acostumo à solidão
E aos sonhos que não poderei contar;
Quedado em meus desejos pueris,
Tu és fuga,
És cifra sobre os filhos que terei.

Não calo enquanto velo estes horrores
Guardados em teu perfume almiscarado
E adstringente,
Eu te perdi e perco novamente
Quando os teus braços se fazem fora da moldura,
Tocam-se crapulosos a se sentirem mansos.

Não me contenha com esta página escrita,
Este desvario que chamas de morte,
Esta loucura que acreditas ser acaso ou fortuna!
(...)
Não precisas ficar aqui;
Vá,
Leva esta treva e os teus punhais,
Carrega esta força destemperada.