domingo, 21 de setembro de 2008

Um Candeeiro Sozinho

¿Contrapões-te por luta sagrada,
Ou para que então se reflita em cada um de nós
A linha tênue que nos liga,
O rebento que nos faz um só - a vida?

Amedronto-me com as frações de poses contorcidas
(O teu corpo seminu para o mundo,
A mãe do ócio exposta para a pureza do mundo;
O mundo em ti,
Proclamando-te).

¿Por que minto a dizer que o meu amor é mentira,
Que te engano,
Que me sugas o sangue
E que te chupo a alma?

Sou teu em cada verso
E não há verso fugitivo que não te refiras sem querer;
Sou o pai da tua criança,
O algoz da tua crença.