quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A Minha Negação



Do que sou sempre desejo um pouco mais;
Peças de Sartre e versos de Vinicius de Moraes
Despidos em cadência que engana em contratempo,
Pois sempre absorvo o sangue de filhos do vento.

Onde nunca vou está encoberto por fissura,
A vergonha de quebrar apenas uma jura
Que nada vale - entretanto nada valer é valor -
Na minha condição de covardia ao amor.

O toque foi esquecido por novas palavras,
Mas sei que ad eternum estarei às favas
Com a preposição de alguém a ser feliz,
Pois da minha negação fui mais um aprendiz.