sexta-feira, 13 de julho de 2007

Sem Sangue



Canso de fugir de um império de palavra e farsa,
A tentar me convencer que você é a minha desgraça.
Tento entender como interpreto a sua dança fria
Que anoitece o meu desejo em sorriso e agonia.

Peço para o tempo que nos mostre o que compadece
Nas praças desbotadas que estivemos do norte ao leste
Para que estejamos mais propostos a uma nova luta
(Sem o medo que nos trás esta maldita e robusta culpa).

Findo o discurso a lhe dar mais do que uma suspeita
Nascida do impulso incoerente de paixões secretas.
Não creio que exista um perdão para o meu despautério,
Porque este meu erro foi não ter a levado a sério.

Assisto-a definhar e distancio o meu querer faminto
Por ter sido mais fraco que todo orgulho que sinto...
Disperso na maré de água poluída em sangue,
Não me torne a sua dor, não desejo que se zangue.

Eu já sei o que há neste conto de fadas,
Mas não sei se calar foi uma carta encantada.
Eu já sei que amar é remédio pra tudo,
Entretanto me vejo mergulhado em absurdo.