quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mulata 45 ou 36



Temperei a voz com alecrim
A tentar mais um doce fim:
Nada luta por esta luz
Tatuada no que eu fui,
Oprimida a nos pertencer.

Farei bem menos que o seu tédio
Encantando o meu dedo médio;
Zumbi da moral em você.

Que me jure a sua versão,
Uma intempérie tentação
Enobrecida pra esconder.

Mulata casta do que sente,
Esqueça do lábio que mente!

Mulata sábia e imprevisível,
Anula a fome do impossível
Traidor daquele que insulta
O humilhado pela multa
Umbrosa deste renascer.