domingo, 15 de julho de 2007

Delírio e Palavras?



Não me parecem delírios o que leio,
Pois são puras e simples as tuas palavras.
Tuas asas estão além do que interveio
A curar o meu rancor e a minha raiva.

Creio em ti e no rastro do teu vôo singelo,
Fingindo não estar eufórico pelo amor
Que interrompe o meu estúpido ato fulo;
Ameaço a placidez com o meu torpor.

Dos turbilhões formados nas profundezas,
Peço a ajuda de deuses que nunca vi
Para que alcances o máximo da destreza
E desenhes o que sempre foi para ti.

Está tão próximo por ser tão sutil,
Está tão claro que o medo fugiu.