terça-feira, 5 de junho de 2007

Uma Consulta e Outros Adicionais

A noite está no início e Fernando já está bêbado. Comprou uma garrafa de uísque e chegou ao bar com a mesma pela metade, além de ter bebido três ou quatro garrafas de cerveja com o amigo Daniel; que encontrou na chegada. Há oito garotas e seis rapazes, mais um barman e quatro garçonetes.
Fernando chama uma das garçonetes - uma loira de seios túrgidos e belas pernas -, ela se aproxima e ele pergunta:

- Pode me fazer um favor?

- Claro, o que deseja? - sorrindo.

- Desejo fazer uma pergunta.

- Pode fazer! - mantendo o sorriso.

- Tem pouca gente aqui… Eu cheguei cedo demais ou é sempre assim?

- Como o senhor se chama?

- Não me chame de senhor, por favor, só tenho dezoito! Chamo-me Fernando.

- Certo… Desculpe-me, Fernando! Ainda estamos no início da balada; lá para as duas horas a casa estará cheia.

Fernando consulta seu relógio de pulso e ainda são onze e quarenta e cinco.

- Ok, muito obrigado! Como se chama, senhorita?

- Ana Flávia. Para o que precisar, estou aqui.

- Muito obrigado, Ana Flávia… Educada e belíssima! - esboçando uma insinuação.

- São seus olhos, Fernando! Lembre-se que estou aqui para o que precisar… Deseja algo mais?

- Pode me trazer um Martini com Vodca?

- Claro! - Ana Flávia se vira e caminha até o balcão, enquanto Fernando fica abobado com as nádegas fartas da garota.

- Você viu isso? - Fernando questiona Daniel, referindo-se à garota.

- E como vi… Deliciosa! - com um semblante de tara.

- Eu pagaria trezentinhos para fodê-la!

- Putz, você não me disse que está desempregado?

- Mas eu fiz uma correria.

- Hum… Ainda está vendendo micro-pontos?

- Não, a fonte secou e eu quase puxei xadrez.

- Então foi o que?

- Um-cinco-sete.

- Nossa, maior adrenalina! Como foi?

- No consultório de uma dentista, em São Bernardo do Campo… Espera que a garçonete está chegando.

Ana Flávia se aproxima com a taça de Martini e Vodca, pedida por Fernando, numa bandeja.

- Aqui está, Fernando. - pondo a taça sobre a mesa. - Mais alguma coisa? - dando uma piscadela.

- Você sai que horas?

- Desculpe, tenho namorado.

- Prometo que não conto a ele!

- Cuidado, ele é valente!

- E eu sou descarado!

- É?

- Sim, posso te dar uma aventura bastante excitante.

- Eu até toparia, porque te achei uma gracinha, mas tenho um compromisso.

- Nunca viola regras?

- Não gosto de violar regras.

- A pergunta foi outra!

- Algumas vezes.

- Fica excitada quando as viola?

- Não entendi.

- Imagine-se quando criança, transpondo os limites impostos pelos seus pais.

- Sim, continue.

- Estar fora destes limites te excitava?

- Sim, mas eu apanhava no bumbum ou levava uma bronca daquelas!

- Sempre? E nas vezes que ninguém descobria?

- Dava medo.

- Medo de que?

- Medo que descobrissem.

- Um excitante frio na barriga, não é?

- Sim, era um medo que me perseguia por muito tempo… Só passava quando partilhava com alguma amiga.

- Sentia um alívio?

- Isso, um alívio.

- E mantinha uma cúmplice que não podia contrariar?

- Não é bem assim, mas posso dizer que sim.

- A garota está ficando constrangida, Fernando! - intercede Daniel.

- Não, gostei do papo! - Ana Flávia, animada.

- Vamos fazer uma coisa? - pergunta Fernando a Ana Flávia.

- Depende do que deseja.

- Espero seu expediente acabar e saímos só para conversar… Não te obrigo a nada que não queira e prometo que farei de tudo para, no mínimo, sermos bons amigos.

- Bons amigos? Sei… - em tom irônico.

- Você quem sabe… Se me der este voto de confiança, ficarei honrado.

- Vou pensar.

- Esteja a vontade… Ah! Não se sinta obrigada a me dar atenção; trabalhe em paz!

- Não é em paz que trabalho, porém muito obrigado. Enquanto estiver aqui, darei o melhor de mim para que se sinta bem. - dando outra piscadela e acariciando o dorso da mão de Fernando.

- Será um prazer e uma honra! - retribuindo a piscadela e tomando a mão da moça para beijá-la.

- Você é muito gentil… Ficaria conversando contigo, mas a casa está enchendo e preciso trabalhar um pouquinho.

- Ok, espero a sua resposta ao final do expediente.

- Pode deixar, pensarei com carinho. - soltando um beijo no ar.

Ana Flávia se afasta e Fernando fica em transe, observando o corpo voluptuoso.

- Amigão!

- Como?

- Estou aqui! - Daniel, às gargalhadas.

- Nossa, cara, que mulher gostosa!

- Sem querer te interromper, e o um-cinco-sete?

- Ah, pode crer! - após um gole da bebida.

- Você disse que foi no consultório de uma dentista.

- Sim. Um amigo meu trabalha na casa desta dentista e me contou que o seu marido, dono de uma empresa de informática, guarda dinheiro no consultório.

- Esse seu amigo trabalha de que?

- Ele é caseiro; arruma o jardim, limpa a piscina e faz serviços gerais. Conseguiu a informação porque está comendo uma empregada de lá.

- E como você meteu o um-cinco-sete?

- Esse amigo me passou que na quinta-feira é o melhor dia, então marquei todos os horários da tarde com duas semanas de antecedência. Chamei outro mano para aplicar a ação e nos armamos com duas quadradas, nove milímetros, para dar o bote.

- Hum… Deu tudo certo?

- Claro! Entramos, rendemos, pegamos o dinheiro, algumas próteses e dois notebooks. Deixamos a atendente e a dentista amarradas na fita e saímos pela recepção do prédio como se nada tivesse acontecido.

- Levaram quanto?

- Quatro mil para cada.

- Putz! Não tem como me por numa fita dessa?

- Se rolar, eu te aviso. - dá outro gole na bebida.

O bar está mais movimentado e Ana Flávia retorna.

- Estão satisfeitos? - pergunta a moça.

- Ainda não. - responde Fernando.

- O que te falta, querido?

- Uma moça prometeu pensar em sair comigo para conversar… Estou angustiado por esta resposta.

- Hum… A moça está quase aceitando, chegou a conversar com algumas colegas de trabalho sobre isso, mas ela precisa de um euforizante para pensar melhor.

- Nossa, não sabia que esta moça tem asas tão compridas!

- Mais compridas do que possa pensar!

- Trinta gramas são bastante para a moça?

- Tentador!

- Nem eu estava sabendo dessa! - exclama Daniel.

- Uma surpresinha. - brinca Fernando.

- Você não quer me acompanhar até a cozinha para que eu prove a qualidade? - diz Ana Flávia.

- Só se for agora! - levantando-se sorridente.

- Espero você aqui? - pergunta Daniel.

- Ainda não sei. - Fernando responde tirando um papelote do bolso e entregando a Daniel.

- Vamos? - Ana Flávia.

- Vamos, amor meu. - segurando a mão da moça.

Ana Flávia e Fernando caminham por entre os trinta ou quarenta presentes até o balcão do bar. A garota cochicha algo no ouvido do barman, que balança a cabeça em sinal de positivo. Ela aponta uma porta atrás do balcão para Fernando e o guia pelo caminho correto. Eles entram na cozinha; um cômodo grande, mas abafado pelo calor dos fogões e fornos.

- Espera que eu vou pegar uma bandeja. - pede Ana Flávia.

- Tudo bem!

A dama caminha até uma pilha de louça a retirar a parte de cima da sua roupa, ficando de mini-saia e sutiã. Trás uma bandeja comprida e pouco larga.

- Está quente, não é?

- Muito! - Fernando se excita com os seios túrgidos da moça e permanece com os olhos estatelados nos mesmos por alguns segundos.

- Gosta deles?

- De que?

- Dos meus seios.

- (…) - Fernando fica sem jeito. - Sim, são espetaculares!

- Só isso? Esperava mais para mostrá-los!

- Sinceramente, fugiram-me todas as palavras possíveis… Meu instinto tomou conta de mim.

- Tomou? - comprimindo os seios contra a bandeja.

- Assim você me tira do sério, Ana!

- Talvez seja isso que eu queira.

Fernando se aproxima de Ana Flávia, segura a sua cintura por trás e sussurra ao seu ouvido:

- Para quem estava com tanto zelo pela relação com o namorado, você está me saindo uma bela duma canalha!

- Só estou seguindo a sua intenção de sexo e drogas. - lambendo-o na nuca.

- Algo mais?

- Por quinhentos reais, consigo uma morena de olhos verdes para a gente se divertir.

- Sei que consegue!

- Vamos chupar o teu caralho tão bem que irá nos esporrar todinhas. Depois te daremos muito carinho… Topa?

- Topo.

- Percebi pela rigidez sobre tua virilha.

Ana Flávia coloca a bandeja sobre um balcão atrás de Fernando e desabotoa a sua calça. Segura o seu pênis com carinho e começa a masturbá-lo, enquanto ele roça a boca sobre os seios da mulher e tenta arrancar o sutiã com os dentes.

- Calma! - interrompe Ana Flávia.

- Agora que você me faz ficar de pau duro quer que eu pare?

- Não viemos aqui para isso… Lembre-se do nosso trato.

- Você é mesmo uma canalha! Esquenta a bandeja para mim?

Ana Flávia vai até o fogão, pede licença à cozinheira, aquece a bandeja e retorna ao balcão.

- Cadê o pó? - pergunta afoita.

Fernando retira uma embalagem - similar a uma saboneteira - do bolso, abre-a e espalha uma boa quantidade de cocaína sobre a bandeja.

- Bate pra mim? - pede Fernando.

- Com prazer, meu lindo!

Ana Flávia saca um cartão de crédito do bolso e começa a esmagar as bolotas de farinha até desfazê-las em pó.

- Gosta de carreiras longas ou curtas?

- Você decide, minha querida.

Ele esmaga mais, para que o pó fique mais fino, e estira seis trilhar imensas com o cartão.

- Você cheira uma dessa de uma só vez? - Fernando, descrente.

- Sim. - enrola uma nota de dez Reais, põe no nariz e aspira duas carreiras sem parar.

- Olha, você é do traçado! - afirma espantado, enquanto a moça ergue a cabeça para aspirar o pó preso nas fossas nasais.

- Sua vez, querido!

- Não, não quero. Preciso estar de pau duro para você.

- Eu e minha amiguinha sabemos fazer um cacete subir em situações adversas, mas já que prefere assim…. - coloca a nota enrolada no nariz e aspira mais uma.

- Onde está a sua amiga?

- Espera um momento! - corre até a porta por onde entraram e põe a cabeça para fora.
Fernando está com tanta libido que resolve cheirar uma carreira para não ejacular precocemente. Ana Flávia volta e, logo em seguida, entra uma morena escultural a abraçá-la por trás.

- Ouvi a notícia e já fiquei toda molhada! - diz a morena. - Como se chama, meu lindo?

- Fernando, e você?

- Carla, - avança contra Fernando e lhe dá um beijo prolongado na boca.
Carla olha para a bandeja e pergunta:

- Essas duas são minhas?

- Claro! - responde Fernando.

- Cheirou uma? - sorri Ana Flávia.

- Muito tesão… Pra controlar um pouco.

- Vamos sair daqui… Está de carro? - Carla.para Fernando.

- Sim, estou.

- Onde estacionou?

- No estacionamento privado daqui do lado.

- Que carro é?

- Um Omega grafite. - mal sabem elas que é um carro furtado em Ponta Grossa.

- Hum… - Carla apalpa o pênis de Fernando. - Vamos sair pelos fundos, dá direto no estacionamento… Deixa-me cheirar minha última e já vamos.

- Ah! Desculpa cortar o tesão, mas os quinhentos são adiantados. - avisa Ana Flávia.
Fernando saca a carteira recheada com quase três mil Reais - o que concentra a atenção das garotas - e prende dez notas de cinqüenta no sutiã de Ana Flávia.

- Cuidado que as onças mordem. - brinca Fernando.

- Eu mordo bem mais gostoso do que elas… Vamos?

- Indique a saída que vamos para onde quiser.

Fernando sai abraçado às duas garotas, dando vida aos seus pensamentos libidinosos a apalpá-las. Chegam ao estacionamento e entram no carro: Ana Flávia senta no banco de carona e Carla no banco de trás.

- Nossa, esqueci uma coisa! - exclama Fernando.

- De que? - Ana Flávia.

- Não paguei a conta.

- Relaxe, me dá mais cinqüenta que eu pago.

- Não foi tudo isso!

- Mas estou te fazendo um favor. - dá uma piscadela.

- No motel eu te dou.

- Tem um legal no Centro! - grita Carla.

- Temos tantas opções em Sampa e você que a Boca do Lixo?

- É disso que eu gosto… Putaria! - a gargalhar.

- Nem precisava ser na Boca do Lixo, mas já que você disse; isso me excita! - Ana Flávia.

- Pois bem, vamos pra lá!

Fernando dá a partida no carro, sai da vaga, paga a estadia no estacionamento e invade a rua fritando os pneus; as garotas ficam mais eufóricas. Ana Flávia pede a cocaína, Fernando dá e ela passa para Carla tratá-la.

- Você dirige bem em qualquer condição? - Ana Flávia.

- Por que? - Fernando não entende.

Ana Flávia escorrega a mão até as calças de Fernando e as desabotoa, abre o zíper lentamente e puxa o seu pênis de dentro da cueca. Começa a masturbá-lo e ele reduz a velocidade com que conduz o veículo enquanto Carla cheira pó no banco de trás. Ana Flávia joga seus longos cabelos loiros para trás, abaixa a cabeça até por a boca no pênis de Fernando, faz carícias com a língua e o suga com desenvoltura. Fernando guia o veículo a trinta quilômetros por hora até que freia bruscamente num orgasmo. Ana Flávia bate a cabeça no volante, mas lambe todo o esperma a rodear a língua pelos lábios.

- Nossa, quase caiu o pó! - Carla.

- Caiu alguma coisa? - Ana Flávia.

- Não, sorte. O que estavam fazendo aí, seus safadinhos?

- Estava fazendo um carinho nele.

São duas horas da manhã e e chegam ao motel sugerido por Carla. Fernando estaciona o carro, deixa o quarto pago até a manhã e sobe com as garotas. O quarto é espaçoso e confortável; com televisão, cama redonda, aparelho de som e banheira de hidromassagem. Há uma mesa de vidro do lado da cama.

- Vê a mesa? Por isso que sugeri aqui! - Carla.

- Pode jogar todo o pó aí em cima. - Fernando.

- Todo? - Ana Flávia.

- E mais esse. - Fernando tira cinco papelotes do bolso.

O rapaz levanta a parte de trás do casaco e puxa uma pistola automática - presa pelas calças -, retira o pente de balas e coloca tudo em cima da mesa.

- Pra que isso, moço? - Carla, assustada.

- Pra vocês me matarem se eu abusar de vocês! - Fernando, sorrindo.

- Cuidado, Fé. - pede Carla.

- Não se preocupe, não brinco com isso.

- Ainda bem!

- Armas me excitam! - diz Ana Flávia.

- Excitam?

- Posso pegar?

- Está descarregada, pode.

Ana Flávia segura a arma e começa a apontar para alguns lugares do quarto, imitando o som de tiros. Passa pelo corpo enquanto tira a roupa numa dança sensual. Coloca o cano na boca e começa a se masturbar. Rodeia os mamilos com a coronha da pistola, descendo lentamente até a vagina; onde esfrega lentamente e introduz a pistola. Carla se assusta com a brincadeira, mas Fernando se excita e deita na cama a tirar a roupa. Ana Flávia pede para Carla tirar a roupa e esta obedece, a deitar do lado de Fernando. Carla masturba Fernando até o pênis estar rígido e se agacha sobre ele, subindo e descendo para o saltitar dos seios pontudos tomar a atenção do rapaz.

- Carla! - chama Ana Flávia.

- O que? - pergunta Carla.

- Olha pra mim! - masturbando-se e desejando ser observada.

Carla enverga o corpo para trás, a saltitar freneticamente sobre Fernando, e olha para Ana Flávia de cabeça para baixo. A garota impõe a arma contra Carla e aperta o gatilho… A arma dispara e a bala atinge a testa da garota.

- Meu Deus! Você é louca! - Fernando se desespera.

Ana Flávia permanece na mesma posição, como se estivesse em estado de choque, e, subitamente, começa a gargalhar em vias de insanidade.

- Você matou a mina, sua louca! - tirando o pênis de dentro da vagina de Carla e estendendo-a na cama.

- Atirou.

- Como assim, atirou? Você pegou o pente de balas!

- Não peguei. - com cara de dengo.

Fernando se lembra que esqueceu de retirar a bala que estava na agulha e entra em desespero.

- Você tocou em algum dispositivo além do gatilho?

- Nesta chavinha da esquerda. - apontando na pistola.

- É a trava de segurança… Tinha uma bala na agulha e você destravou.

- O que vamos fazer?

- Não sei. - com os pés no chão, sentado na cama e as mãos na cabeça.

Ana Flávia caminha para a cama, senta ao seu lado e diz:

- Engraçado, não estou com medo.

- Deveria. Isto foi um homicídio com uma arma ilegal e temos uma quantidade absurda de droga.

- A droga podemos consumir.

- Você não liga mesmo, não é?

- Não. Veja, está morta e estamos vivos.

- Você é realmente louca.

- Há pouco tempo transava com ela.

- Brochei com o susto.

- Quer que eu te mame pra acalmar?

- Não, estou pensando.

- Ela era muito linda. - tocando os seios de Carla. - Ainda está quente e a vagina continua lubrificada…. O tiro fez um furinho na testa e um rombo na nuca. Tem outro furo nas costas… Deve ter atravessado o crânio e se alojado na coluna.

Ana Flávia abre os braços e as pernas de Carla na cama, em disposição de estrela, e percorre o corpo com o nariz. Lambe a vagina e acaricia os seios como se estivesse viva. Fernando olha tudo num misto de tesão e nojo.

- O que está fazendo?

- Você não deu pra ela a última gozada. Interrompi e devo isso.

- Ela não sente mais, louca!

- Eu sinto por mim e por ela.

- Não acredito no que estou vendo!

- Então por que está de pau duro? Junte-se a nós!