quinta-feira, 28 de junho de 2007

Crackers



Parem as máquinas, um vírus chegou;
Este se reproduz falsificando amor.
Um adolescente o criou para brincar
De mestre do universo e não irá relaxar
Enquanto não for preso e aparecer na tevê
Como o dono da vacina daquilo que não se vê.

Parem as máquinas, o espião declarou
Que tá tudo copiado e será um horror
Quando o segredo for compartilhado
Na rede alternativa de material hackeado.

Parem as máquinas!

Parem as máquinas, há um cavalo de tróia
Que foi injetado pra causar paranóia
Nas portas fechadas e janelas abertas
Das idéias que mudam as vidas concretas.

Parem as máquinas, os espelhos quebraram,
Evite voltar por onde entraram:
Há um exército de pivetes no núcleo do sistema
E tomar conta de tudo é o seu lema.

Parem as máquinas, pois não desistirão;
Enquanto houver cadeado haverá o ladrão.

Parem as máquinas!

Parem as máquinas e evacuem o prédio,
Pois a distorção visual nos causará tédio...
Nos tornaremos zumbis dum americano genial,
Que fará o estranho parecer normal
Em facilidades requintadas dum aparato qualquer,
Planejado para ser mais uma forma de poder:
Estaremos dispostos em um tabuleiro orgânico
E na mensagem de erro entraremos em pânico,
Pois economizamos comprando o que já está feito
Para poder viver um excelente mundo perfeito.

Parem as máquinas!

Parem as máquinas, compilaram o mal
E hoje é o dia do recital
Daqueles que usam o chapéu preto
Sobre as faces escuras do desrespeito.
O caos, agora, é a harmonia
Da guerra de dígitos em euforia,
Na eterna falta de confiança
Contra os deuses da segurança.
A ambição é transpor um muro de fogo
Para ditar as regras do jogo...
Que se abram as conchas e o seu código
No desagrado de um suor ácido
A corroer as antenas do momento pródigo
Que esquecemos no pedido plácido.

Parem as máquinas, a energia acabou:
Invadiram a fonte daquilo que sou.

Parem as máquinas!