segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

A Destruição do Ser



Ter-me como desacreditado,
Um egoí­sta ébrio…

Deixe-me em paz,
Entretanto preciso de nossa guerra!

Não me julgue:
Eu sou a ilusão da posse,
O nosso que é o meu ideal.

Mesmo que não pareça nobre,
Nunca fui tão sincero.

sábado, 11 de fevereiro de 2006

A Moral desta Umbra



Aguardo, amor meu,

Teus delgados lábios
Abertos,

Tua úmida lí­ngua
Desperta,

Teu fulcro d’alma
Profana,
Herege,
Exuberante,
Luxuriosa.

Aguardo, amor meu,

Teus túrgidos seios
Pulsantes,

Tua suave mão
Sedenta,

Teu puro sorriso
Orgí­aco,
Carnal,
Egoí­sta,
Trêmulo.

São os teus olhos diante dos meus:

Um beijo sem toque,
Um ví­rus mortal.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Hábito Jogado ao Vento



Tentei ser feroz
Aludido à presença conturbada d’um precipí­cio.

Cantei…
Cantei e morri antes do último verso.

Sofri sem dor
E ainda sofro pela indecisão.
Peno por ter que ficar,
Angustio-me por sentir que não dá.