sexta-feira, 23 de setembro de 2005

A Mentirosa, Doce e Morta Ilusão



Volúpia tí­mida a emudecer-me
Em minha contemplação medrosa.

Neste desenho jovem e materno
Sofri tentando adivinhar
A minha saliva nestas marcas,
A tua carí­cia perturbadora.

Mostra-me o teu destino,
Comprima os teus seios para persuadir,
Cruza as tuas pernas e me chames…
Imploro pelo teu corpo em hedonismo!

Por que brincas com a moral
Se não a tem em teu espí­rito?

A tua lí­ngua deixa estigmas profundos,
Carência que uma vida não carrega,
Sofisma distraí­do em nossa náusea.