domingo, 14 de agosto de 2005

Dois Segundos de Amor



Da beleza desejei ser sincero,
Surrado pela saudade me entreguei.

Um exí­lio que amei sofrendo…
Sei que foi cedo demais,
Mas cri neste sono profundo.

Um amor arrancado retornou como fúria,
Um murmúrio devasso sem fim.
Seria este o estopim?

Deste o sinal de nosso sofrimento-
Arranquei do meu peito como quem diz:
-Tudo o que sinto é ilusão!

Fugi de promessas e zelos furtados
Na busca cega por este apelo.
Eu amei, por dois segundos amei.