sábado, 27 de agosto de 2005

Agonia



Com as mãos atadas:
Olhar que cala o meu fôlego!
Vejo a verdade esquartejada
E a sanidade ferida no âmago.

Tempero de vida caótica,
Tempero ardente que espanta as formigas
Que buscam a doçura desta urina diabética.

Não pude prever estas intrigas;
Tampouco esquecer esta figura esquelética
Que come e jamais se abastece,
Se empanturra e depois emagrece.

Ouvi o ruí­do da dor antes dela chegar…
Silenciosa,
Rastejante,
Ardilosa,
Insinuante
E só percebi quando havia partido;
Quando os meus sentidos voltaram à tona.

Mais uma queda à lona para este papel
Que ora parece comédia,
Ora parece tragédia,
Mas sei que nunca fez parte do céu.

Sanidade furtada do céu da minha boca.

Se não pareceu pouca coragem,
Acredite que você entendeu uma imensa bobagem.

domingo, 14 de agosto de 2005

Dois Segundos de Amor



Da beleza desejei ser sincero,
Surrado pela saudade me entreguei.

Um exí­lio que amei sofrendo…
Sei que foi cedo demais,
Mas cri neste sono profundo.

Um amor arrancado retornou como fúria,
Um murmúrio devasso sem fim.
Seria este o estopim?

Deste o sinal de nosso sofrimento-
Arranquei do meu peito como quem diz:
-Tudo o que sinto é ilusão!

Fugi de promessas e zelos furtados
Na busca cega por este apelo.
Eu amei, por dois segundos amei.

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Ars Longa Vita Brevis



Trevas em miragem de sonhos atordoados,
Rarefeita neblina na escuridão do que acredita.

Aikido para a sua distopia;
Verme averso ao macabro e à profanação!

Em sangue e catarro num nobre cálice dos frutos tupinambás,
Um amor verdadeiro aos ratos que te devoram:
-Sejam a minha derrota, o meu erro.

O futuro é passageiro onde a morte permanece viva:

extern int count;
extern float sum;
int RetornaCount (void)
{
return count;
}

Aplausos à vossa alma banhada por lama:

#include
int main()
{
int i;
char string1[20];
printf( ” Que morra com o que acredita: “);

scanf(”%d”, &i);
sprintf(string1,”Valor de i = ?????”, i);
puts(string1);
return 0;
}