sexta-feira, 23 de setembro de 2005

A Mentirosa, Doce e Morta Ilusão



Volúpia tí­mida a emudecer-me
Em minha contemplação medrosa.

Neste desenho jovem e materno
Sofri tentando adivinhar
A minha saliva nestas marcas,
A tua carí­cia perturbadora.

Mostra-me o teu destino,
Comprima os teus seios para persuadir,
Cruza as tuas pernas e me chames…
Imploro pelo teu corpo em hedonismo!

Por que brincas com a moral
Se não a tem em teu espí­rito?

A tua lí­ngua deixa estigmas profundos,
Carência que uma vida não carrega,
Sofisma distraí­do em nossa náusea.

sábado, 10 de setembro de 2005

Overclocking



Mais uma unidade multiplicadora,
Um furor pálido que nasce agora.
Desta quentura que apressa o fim
Seriam instáveis as instruções!

Dou-lhe o beijo do nitrogênio:
Cí­clico, constante,
Nauseabunda contradição!

Eu te quero de imediato,
mas sei que não durará¡…
Virtude enrustida em mentira,
Mimetismo flácido do que somos.

sábado, 27 de agosto de 2005

Agonia



Com as mãos atadas:
Olhar que cala o meu fôlego!
Vejo a verdade esquartejada
E a sanidade ferida no âmago.

Tempero de vida caótica,
Tempero ardente que espanta as formigas
Que buscam a doçura desta urina diabética.

Não pude prever estas intrigas;
Tampouco esquecer esta figura esquelética
Que come e jamais se abastece,
Se empanturra e depois emagrece.

Ouvi o ruí­do da dor antes dela chegar…
Silenciosa,
Rastejante,
Ardilosa,
Insinuante
E só percebi quando havia partido;
Quando os meus sentidos voltaram à tona.

Mais uma queda à lona para este papel
Que ora parece comédia,
Ora parece tragédia,
Mas sei que nunca fez parte do céu.

Sanidade furtada do céu da minha boca.

Se não pareceu pouca coragem,
Acredite que você entendeu uma imensa bobagem.

domingo, 14 de agosto de 2005

Dois Segundos de Amor



Da beleza desejei ser sincero,
Surrado pela saudade me entreguei.

Um exí­lio que amei sofrendo…
Sei que foi cedo demais,
Mas cri neste sono profundo.

Um amor arrancado retornou como fúria,
Um murmúrio devasso sem fim.
Seria este o estopim?

Deste o sinal de nosso sofrimento-
Arranquei do meu peito como quem diz:
-Tudo o que sinto é ilusão!

Fugi de promessas e zelos furtados
Na busca cega por este apelo.
Eu amei, por dois segundos amei.

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Ars Longa Vita Brevis



Trevas em miragem de sonhos atordoados,
Rarefeita neblina na escuridão do que acredita.

Aikido para a sua distopia;
Verme averso ao macabro e à profanação!

Em sangue e catarro num nobre cálice dos frutos tupinambás,
Um amor verdadeiro aos ratos que te devoram:
-Sejam a minha derrota, o meu erro.

O futuro é passageiro onde a morte permanece viva:

extern int count;
extern float sum;
int RetornaCount (void)
{
return count;
}

Aplausos à vossa alma banhada por lama:

#include
int main()
{
int i;
char string1[20];
printf( ” Que morra com o que acredita: “);

scanf(”%d”, &i);
sprintf(string1,”Valor de i = ?????”, i);
puts(string1);
return 0;
}